A política adotada pela Fifa para comercializar os ingressos da Copa do Mundo causou desconforto dentro da seleção dos Estados Unidos, uma das sedes do torneio. A forma de venda acabou gerando um clima interno negativo às vésperas do Mundial.

Jogador dos EUA. Foto: Omar Vega/Getty Images
© Getty ImagesJogador dos EUA. Foto: Omar Vega/Getty Images

O sistema de preços variáveis foi alvo de reclamações por parte de jogadores da equipe. Atletas como Florian Balogun e Timothy Weah se manifestaram contra o modelo, apontando incômodo com os valores praticados para o público.

O que disse os jogadores dos EUA

Só estou um pouco decepcionado com o preço dos ingressos. Muitos fãs de verdade vão perder partidas. É muito caro. O futebol ainda deve ser apreciado por todos”, afirmou Timothy Weah, ao jornal francês Le Dauphiné Libéré

“Não sabia muito sobre os preços dos ingressos. É difícil para eu julgar porque não estou comprando os ingressos. Mas quando estava crescendo, assisti à Copa do Mundo na TV, e isso tem um efeito mágico […] a Copa do Mundo é sempre memorável para as pessoas por diferentes motivos. Claro que eu gostaria que fosse acessível”, disse Florian Balogun, em coletiva de imprensa no Monaco

Mauricio Pochettino, técnico dos EUA. Foto: Jamie Sabau/Getty Images

Maurício Pochettino respondeu às críticas dos jogadores e afirmou que esse tipo de discussão não cabe ao elenco. Para o técnico da seleção dos EUA, o foco deve ser exclusivamente o trabalho em campo, deixando temas como preços de ingressos fora do ambiente esportivo.

Ingressos da Copa

A Fifa passou a usar um sistema de valores variáveis para os ingressos nesta edição da Copa do Mundo. Os preços mudam conforme a procura por cada jogo, estratégia pensada para acompanhar o mercado, aumentar a arrecadação e estimular a ocupação dos estádios. Antes do fim do ano, entradas para a final chegaram a custar entre R$ 20 mil e R$ 46 mil.

Paralelamente, a entidade disponibilizou um lote mais acessível, com bilhetes a US$ 60, inclusive para a decisão, cuja gestão fica a cargo das seleções participantes. Os Estados Unidos integram o Grupo D e estreiam em 12 de junho contra o Paraguai, enfrentando depois a Austrália e um adversário vindo da repescagem europeia.