O Vasco avalia recorrer à Justiça Comum para tentar impugnar a licitação que definiu o consórcio formado por Flamengo e Fluminense para a gestão do Maracanã. O clube entende que a concorrência não considerou a possibilidade de participação do Cruz-Maltino na administração do estádio, segundo Diogo Dantas.
A possibilidade de buscar a Justiça ganhou força após novas recusas para utilizar o Maracanã. O pedido para enfrentar o Santa Fe, pela Sul-Americana, foi negado. Já para o duelo contra o Palmeiras, pela Copa do Brasil, o Vasco recebeu informalmente a indicação de um novo “não”.
O Vasco entende que as dificuldades para jogar no estádio podem ter motivação política. O clube aponta a presença de pessoas ligadas ao Flamengo tanto no consórcio responsável pelo Maracanã quanto no Governo do Rio de Janeiro e vê a situação como um possível conflito de interesse.
Memorando entre os clubes não foi validado
Outro ponto considerado pelo Vasco é um memorando de entendimento elaborado em 2025 por Vasco, Flamengo e Fluminense. O documento previa a realização de partidas do Cruz-Maltino no Maracanã, mas não contou com a assinatura do consórcio responsável pela administração do estádio.
Como apenas os três clubes assinaram o memorando, o acordo não foi formalmente validado. O documento, porém, estabelecia condições para a utilização do Maracanã pelo Vasco durante 2025 e 2026.
Acordo previa até oito jogos por ano
Pelo entendimento firmado entre os clubes, o Vasco teria direito a realizar entre quatro e oito jogos por ano no Maracanã, além dos clássicos, durante 2025 e 2026.
Diante das recusas recentes, o Cruz-Maltino agora estuda levar a questão à Justiça para tentar impugnar a licitação e questionar as condições de utilização do estádio.





