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Seleção Brasileira repete erros em ciclos de Copa do Mundo e terá que superar instabilidades

Vivendo grande jejum em Mundiais, Seleção Brasileira sente a falta de testes contra europeus e sofre com "Neymardependência"

Maior campeã histórica da Copa do Mundo, a Seleção Brasileira tem grande tradição no futebol mundial, mas vive uma seca notável e venceu a principal competição pela última vez em 2002, quando Ronaldo Fenômeno, Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho e companhia brilharam na Coreia do Sul/Japão.

Seleção Brasileira em jogo no estádio do Arsenal contra Senegal.
© Foto: Rafael Ribeiro/CBFSeleção Brasileira em jogo no estádio do Arsenal contra Senegal.

2006, 2010, 2014, 2018 e 2022 tiveram o mesmo roteiro: derrotas em mata-matas para seleções europeias. O sonhado hexacampeonato ainda não aconteceu e o Brasil falha em diversos quesitos, seja nos extracampo ou problemas dentro das quatro linhas.

Em 2026, o time ‘Canarinho’ terá uma nova chance de retornar ao topo do mundo do futebol. Mas quais são os principais erros que a Seleção Brasileira comete em ciclos de Copa do Mundo? Confira alguns abaixo:

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Mudanças de comando e ambiente instável

Diante da grandeza da Seleção e do nível de exigência dos torcedores de forma geral, a CBF tem problemas para lidar com a gestão de crises. Após a derrota para a Croácia nas quartas de final em 2022, a crise se impregnou de forma intensa e o Brasil teve um novo ciclo de Copa totalmente conturbado.

Ancelotti agora terá poucas partidas para analisar Neymar – Foto: Fickr Oficial CBF

Ancelotti agora terá poucas partidas para analisar Neymar – Foto: Fickr Oficial CBF

Ednaldo Rodrigues focou em Carlo Ancelotti para substituir Tite no comando técnico. No entanto, o italiano estava empregado no Real Madrid e não quis deixar o cargo de imediato, o que fez a CBF perder tempo, pois não havia um “plano B” para assumir o time.

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Abel Ferreira, Jorge Jesus e outros foram especulados, mas os olhares da CBF estavam apenas em Ancelotti. Neste cenário, Ramon Menezes e depois Fernando Diniz foram escolhidos como interinos em 2023, mas ambos tiveram dificuldades e a equipe não apresentou evolução dentro de campo.

Em janeiro de 2024, Dorival Júnior foi contratado de forma definitiva, porém durou pouco e não suportou a pressão dos resultados ruins. Somente em maio de 2025 o sonho de Ancelotti foi realizado e Ednaldo, enfim, anunciou seu grande sonho.

A instabilidade no cargo de treinador é um dos grandes problemas da Seleção em ciclos de Copa do Mundo. Além do mais, a frequente troca na presidência da Confederação Brasileira de Futebol também é um problema, como foi o polêmico caso envolvendo a saída de Ednaldo Rodrigues e a chegada de Samir Xaud. Instabilidade é o nome da CBF.

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Seleção Brasileira sente falta de testes contra europeus

A Seleção Brasileira enfrenta outra questão negativa em ciclos recentes: a falta de enfrentamento contra gigantes da Europa. Por conta do calendário diferente entre os continentes, o Brasil passou a jogar com menos frequência contra Alemanha, Espanha, França, Inglaterra, Itália, Portugal, Holanda e outras forças do velho continente.

E o “Calcanhar de Aquiles” do país verde e amarelo é justamente esse em Mundiais: as seleções europeias. O roteiro das últimas cinco edições de Copa é exatamente o mesmo, com eliminações para França (2006), Holanda (2010), Alemanha (2014), Bélgica (2018) e Croácia (2022).

Na ‘era Tite’, o Brasil dominou as Eliminatórias e teve grande sucesso contra países da América. No entanto, a falta de testes contra europeus se tornou um problema constante.

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Dependência excessiva em Neymar e pouco protagonismo de outros jogadores

Neymar tem um talento fora da curva e se consolidou rapidamente como o grande nome da geração. Ter um craque desse nível é uma grande vantagem, mas um problema foi criado nos últimos 15 anos: a ‘Neymardependência’. O Brasil teve raros momentos de sucesso sem o principal jogador, como por exemplo em 2019, quando foi campeão da Copa América.

Neymar na Copa. Foto: Pedro Vilela/Getty Images

Neymar na Copa. Foto: Pedro Vilela/Getty Images

Mas, no geral, o time sente muito a falta do camisa 10 e perde força de forma excessiva sem a grande referência técnica. Ney não veste a camisa amarela desde outubro de 2023, quando sofreu uma grave lesão no joelho e teve que lidar com um longo período de recuperação.

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Sem a estrela, a Seleção sofreu nas Eliminatórias e fez uma campanha muito irregular. No fim das contas, a equipe pentacampeã terminou em quinto na tabela, com 28 pontos, 10 a menos que a Argentina de Lionel Messi.

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O problema fica mais grave ainda pelo fato de Vinícius Júnior não conseguir repetir o mesmo futebol do Real Madrid na Seleção Brasileira. Isso vale também para outros atletas, como Rodrygo e Raphinha.

A falta de protagonismo cria uma grave escassez na Seleção.

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