A presença de Carlo Ancelotti no comando da seleção brasileira devolveu a esperança aos torcedores no ano da Copa do Mundo. A CBF precisou de dois anos e meio para conseguir o objetivo de contratar o ex-técnico do Real Madrid, que sempre foi o ficha um da entidade.

- Paralisação para Copa deve afetar desempenho dos clubes na temporada
- Seleção Brasileira encara incertezas no elenco para a Copa do Mundo
A partir da queda nas quartas de final do Mundial de 2022 no Catar para a Croácia, a sucessão de Tite foi um dos grandes problemas enfrentados pela CBF. Afinal, o único plano A do então presidente Ednaldo Rodrigues era Ancelotti.
Na espera por Ancelotti, Ramon e Diniz comandaram a seleção de forma provisória
Entretanto, o italiano ainda tinha contrato com o Real Madrid e o dirigente optou por esperar por uma definição do treinador. Diante do cenário, a seleção brasileira passou a temporada de 2023 inteira com técnicos interinos.
Aquele ano foi um dos piores em termos de aproveitamento para o escrete canarinho. Sob os comandos provisórios de Ramon Menezes e Fernando Diniz, o Brasil mais perdeu do que ganhou em 2023: cinco derrotas, três vitórias e um empate, com o aproveitamento de apenas 37%.
Com a seleção brasileira patinando nas Eliminatórias sul-americanas e mais o breve afastamento de Ednaldo Rodrigues pela Justiça, a CBF recebeu outra péssima notícia naqueles últimos dias de 2023: a renovação de Ancelotti com o Real Madrid.
Dorival fracassou na seleção brasileira
Logo após a virada do ano, Fernando Diniz seria demitido e Dorival Júnior contratado, depois de ganhar a Copa do Brasil pelo São Paulo. Entretanto, a performance do experiente técnico deixaria a desejar, em pouco mais de um ano no comando da seleção brasileira.
Com Dorival, o Brasil até teria um bom começo ao derrotar a Inglaterra em Wembley. Contudo, fracassou na Copa América ao cair para o Uruguai nos pênaltis nas quartas de final. A goleada sofrida para a Argentina por 4 a 1 em março do ano passado significaria o fim do ciclo do técnico.

Dorival não resistiu aos maus resultados da seleção brasileira – Foto: Rafael Ribeiro/CBF
Desgastado no Real Madrid, Carlo Ancelotti anunciaria sua saída do clube espanhol em maio, no mesmo período em que Ednaldo Rodrigues foi destituído de maneira definitiva da CBF. Assim, a entidade acertou com o italiano já sob o comando do novo presidente Samir Xaud.
Ancelotti tem base definida em menos de um ano de trabalho
Com Ancelotti assumindo a seleção brasileira no fim de maio, a apenas um ano da Copa do Mundo, muitos torcedores e jornalistas consideram os três primeiros anos do ciclo para 2026 perdidos. Mesmo com pouco tempo, o badalado técnico europeu afirmou estar com a lista quase fechada para a convocação que irá ocorrer em 19 de maio.

Veja também
Seleção Brasileira enfrenta incertezas no elenco a menos de seis meses da Copa do Mundo
Mesmo diante da corrida contra o tempo em virtude da tardia contratação de Ancelotti, a torcida brasileira leva fé que, com a presença do italiano no banco de reservas, a seleção encerrará o tabu de 24 anos sem ganhar a Copa do Mundo, não correndo o risco de superar o longo jejum que durou entre 1970 e 1994.







