Igor Thiago iniciou a Copa do Mundo como o escolhido de Carlo Ancelotti para comandar o ataque da Seleção Brasileira. Titular na estreia contra o Marrocos, o atacante recebeu um voto de confiança da comissão técnica, mas não conseguiu aproveitar a oportunidade e viu o cenário mudar rapidamente nos jogos seguintes.
A atuação abaixo das expectativas abriu espaço para Matheus Cunha ainda durante a primeira partida. O atacante entrou no decorrer do confronto, agradou à comissão técnica e passou a ganhar força na disputa pela posição dentro do elenco brasileiro.
A mudança ficou definitiva na segunda rodada. Escalado entre os titulares diante do Haiti, Matheus Cunha marcou dois gols, foi um dos destaques da vitória brasileira e praticamente encerrou a disputa pela camisa 9 da Seleção durante a competição.
Matheus Cunha assumiu o comando do ataque
O bom momento de Cunha não parou diante do Haiti. Na última rodada da fase de grupos, contra a Escócia, o atacante voltou a balançar as redes e confirmou a excelente fase, consolidando-se como referência ofensiva da equipe de Carlo Ancelotti. Ele seguiu no confronto diante do Japão.
Enquanto isso, Igor Thiago perdeu completamente espaço na rotação da comissão técnica. Depois de deixar o campo ainda na estreia, o centroavante sequer voltou a ser acionado nas partidas seguintes, permanecendo durante os 90 minutos no banco de reservas tanto contra o Haiti quanto diante da Escócia.
A sequência evidencia uma mudança importante na avaliação interna da comissão técnica. Se antes Igor Thiago era visto como a principal referência ofensiva do elenco, hoje Matheus Cunha ocupa esse posto com ampla vantagem.
Disputa praticamente definida para o mata-mata
Internamente, Ancelotti segue evitando cravar uma equipe considerada definitiva, mas os acontecimentos da fase de grupos deixam poucas dúvidas sobre a hierarquia construída para o ataque brasileiro.
Além dos três gols marcados em dois jogos, Matheus Cunha passou a oferecer maior mobilidade ao setor ofensivo e criou boa sintonia com Vinícius Júnior e Lucas Paquetá, características que agradaram bastante à comissão técnica.
Neste momento, Igor Thiago precisará aproveitar uma eventual nova oportunidade para tentar recuperar espaço. Com Matheus Cunha consolidado entre os titulares e Endrick sendo tratado como alternativa para a função de centroavante, o atacante terminou a fase de grupos vendo sua situação ficar bem mais complicada dentro da Seleção Brasileira.





