Carlo Ancelotti já tem uma ideia bastante clara sobre a identidade que deseja para a Seleção Brasileira na Copa do Mundo. O treinador italiano trabalha para consolidar o sistema 4-2-4 como base da equipe, modelo que vem sendo utilizado desde os primeiros treinamentos da preparação para o torneio.
A intenção da comissão técnica é manter a estrutura tática independentemente do adversário. Na visão de Ancelotti, o mais importante é que os jogadores compreendam perfeitamente os mecanismos do sistema para que a equipe tenha padrão de jogo durante toda a competição.
Isso não significa, porém, que o Brasil terá uma escalação fixa ao longo do Mundial, pelo contrário. O treinador entende que pode variar bastante as características da equipe sem precisar alterar a formação principal.
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Ancelotti quer alternativas para cada jogo
Internamente, a avaliação é de que a Seleção possui profundidade suficiente para apresentar diferentes versões do mesmo sistema. A ideia é escolher os atletas de acordo com as necessidades de cada partida e as características dos adversários.
Em determinados confrontos, por exemplo, Ancelotti pode apostar em uma formação mais veloz e agressiva, utilizando nomes como Vini Júnior, Raphinha, Luiz Henrique e Matheus Cunha entre os principais responsáveis pelo setor ofensivo.

Ancelotti na Seleção Brasileira. Foto: Rafael Ribeiro/CBF
Em outros cenários, a equipe poderá ganhar mais presença física, mobilidade ou capacidade de associação através de jogadores como Igor Thiago, Endrick, Gabriel Martinelli, Rayan ou Lucas Paquetá.
Elenco oferece múltiplas possibilidades

Um dos fatores que mais agradam ao treinador é justamente a diversidade de características disponíveis dentro da convocação. Embora o sistema permaneça o mesmo, cada alteração pode mudar significativamente a forma como a equipe ataca e pressiona os adversários.
Ancelotti já deixou claro em entrevistas recentes que não trabalha com a ideia de apenas onze titulares. O italiano considera os 26 convocados peças importantes e pretende utilizar o elenco de maneira estratégica ao longo da competição.
Com isso, a tendência é que a Seleção Brasileira apresente diferentes formações dentro do mesmo 4-2-4 durante a Copa do Mundo. O objetivo é simples: manter a identidade de jogo, mas adaptar as características da equipe para aumentar as chances de conquistar o tão sonhado hexacampeonato.






