Um dia depois de o jogo entre Brasil x Argentina, pelas Eliminatórias Sul-Americanas, ser suspenso pela CONMEBOL, a FIFA abriu um processo disciplinar para julgar o que fazer a respeito da partida. O caso será julgado pelo Comitê Disciplinar da entidade máxima do futebol, e a CBF terá seis dias para se defender.
Ao repórter Igor Siqueira, do UOL Esporte, um dos vice-presidentes da CBF Gustavo Feijó disse que pretende reunir o maior número possível de documentos que possam comprovar que a entidade brasileira não foi responsável pela interrupção da partida de ontem. Entre eles, estão os e-mails que informavam os argentinos das exigências sanitárias do governo.
“Recebemos a notificação hoje e temos o prazo para mandar a defesa. Estamos muito tranquilos porque vamos passo a passo. Primeiro, fizemos as notificações tanto à CONMEBOL quanto à AFA, que é uma questão de cordialidade. O protocolo de intenções da CONMEBOL sobre as Eliminatórias fala que tem que se respeitar as regras sanitárias do país”, disse Feijó, em entrevista ao UOL.
Ele ainda ressaltou que a CBF jamais pediu que os jogadores da Premier League convocados viessem: “Outro detalhe: nós, em momento algum, desde que perdemos nove atletas, pedimos para não jogar. Os argentinos vêm, descumprem as regras sanitárias brasileiras. Então, quem deu causa à suspensão da partida não fomos nós”.
Emiliano Martínez e Buendía, do Aston Villa, e Cristian Romero e Lo Celso, do Tottenham, entraram no Brasil sem fazer quarentena, algo que é exigido de cidadãos que passaram recentemente pelo Reino Unido. O país é um dos que estão na “lista vermelha” do Brasil, ao lado de África do Sul e Índia.




