O São Paulo deu sinal verde definitivo e acertou a saída de Rodriguinho para o Red Bull Bragantino. A negociação foi concluída nas últimas horas e agora depende apenas da finalização dos trâmites burocráticos para ser oficializada.

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O acordo gira em torno de 3 milhões de dólares, valor que representa cerca de R$ 16 milhões na cotação atual. Internamente, a venda é vista como uma solução estratégica, principalmente pelo cenário contratual do jogador e pelo momento político vivido pelo clube.
A negociação já estava bem encaminhada desde a semana passada, mas acabou ficando congelada em meio ao processo de impeachment de Julio Casares. Com a definição do novo comando interino, o negócio voltou à mesa e avançou rapidamente.
Contrato curto pesou na decisão
Rodriguinho tinha vínculo com o São Paulo apenas até o fim de 2026, o que reduzia o poder de barganha do clube no mercado. A diretoria avaliou que, sem uma venda agora, o risco de perder o jogador de graça em breve era real.

Harry Massis Júnior presidente do São Paulo durante partida contra o Corinthians no estádio Arena Corinthians pelo campeonato Paulista 2026. Foto: Ettore Chiereguini/AGIF
O meia de 21 anos também já vinha recebendo sondagens do futebol europeu. Caso permanecesse até o meio do ano, poderia assinar um pré-contrato, cenário considerado prejudicial aos cofres do Tricolor.
Além disso, o entendimento interno foi de que o momento esportivo do atleta não justificava uma renovação imediata nos valores desejados por seu estafe, o que facilitou o aval para a negociação em definitivo.
Efeito dominó no mercado do São Paulo
A saída de Rodriguinho deve destravar outras situações no mercado do São Paulo. A diretoria acredita que, com menos ruído político, negociações que estavam em compasso de espera tendem a ter um desfecho nos próximos dias. Entre elas, está o caso envolvendo Allan, do Flamengo, que segue em análise e pode ter definição positiva ou negativa em breve.

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Nos bastidores, o discurso é de pragmatismo. O clube busca reorganizar o elenco, equilibrar o caixa e evitar situações contratuais que limitem o poder de decisão da gestão nos próximos meses.
A venda de Rodriguinho, portanto, simboliza mais do que uma simples negociação. Ela marca um movimento de retomada de controle, ajuste de rota e tentativa de estabilidade em meio a um período turbulento no Morumbi.








