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São Paulo

“Não sou ladrão”: Casares se defende após investigação sobre supostos desvios no São Paulo

Ex-presidente rebate acusações de desvio de recursos, admite gastos pessoais com cartão corporativo e diz ter sido vítima

Julio Casares nega irregularidades e diz ser alvo de perseguição política no São Paulo - Foto Ricardo MoreiraGetty Images
Julio Casares nega irregularidades e diz ser alvo de perseguição política no São Paulo - Foto Ricardo MoreiraGetty Images

O ex-presidente do São Paulo, Julio Casares, voltou a falar publicamente após ser investigado por supostos desvios de recursos do clube. Em entrevista ao UOL, o dirigente negou qualquer irregularidade financeira e fez uma defesa contundente das acusações que vêm sendo divulgadas nos últimos dias.

Durante a conversa, Casares afirmou que nunca participou de qualquer esquema envolvendo saída de dinheiro do clube e classificou as denúncias como absurdas. A declaração mais forte veio logo no início da entrevista: “Não sou ladrão”, afirmou o ex-mandatário.

Casares também respondeu aos questionamentos sobre supostos saques que somariam R$ 11 milhões entre 2021 e 2025 e depósitos de R$ 1,5 milhão em sua conta pessoal. Segundo ele, o presidente do clube não participa diretamente desse tipo de operação financeira.

“Não sou ladrão”, diz Casares ao negar acusações

O ex-dirigente afirmou que jamais assinou pedidos de retirada de dinheiro em espécie e explicou que pagamentos de premiações aos jogadores são conduzidos pelo departamento financeiro, sem participação direta da presidência.

Apesar de negar desvios, Casares reconheceu que utilizou o cartão corporativo para despesas particulares durante sua gestão. Segundo ele, todos os gastos pessoais foram ressarcidos posteriormente ao São Paulo, com os devidos ajustes financeiros.

De acordo com o ex-presidente, o valor utilizado ficou pouco acima de R$ 400 mil ao longo dos cinco anos de mandato, média que, segundo ele, representa cerca de R$ 8 mil por mês.

Casares aponta “traição” nos bastidores

Ao comentar a crise política que culminou em sua saída da presidência, Casares afirmou ter sido vítima de uma articulação interna. Na avaliação do ex-dirigente, pessoas próximas aproveitaram o momento para enfraquecer sua gestão durante a disputa pela sucessão presidencial.

Ele também negou qualquer conhecimento sobre o chamado “caso camarote”, envolvendo a suposta venda irregular de ingressos para eventos no estádio, e afirmou que o espaço era utilizado exclusivamente para atividades relacionadas ao clube.

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