O São Paulo não pensa em demitir Hernán Crespo. Segundo apuração exclusiva do Bolavip Brasil, a possibilidade de saída do treinador neste momento é tratada internamente como “chance zero”, conforme relatou uma fonte ligada à diretoria tricolor.

A avaliação interna é de que o desempenho no Campeonato Paulista sofre impacto direto de fatores externos. A tabela é considerada desfavorável, com derrotas para rivais que disputam a Libertadores, além de um contexto político conturbado que afeta o ambiente do clube desde o fim de 2025.
Dentro dessa leitura, a derrota mais sentida foi diante da Portuguesa. O resultado gerou incômodo nos bastidores por ter ocorrido fora do eixo dos grandes clássicos, mas ainda assim não alterou a convicção da diretoria sobre a permanência do treinador argentino.
Diretoria banca Crespo e planeja reforços
O novo presidente, Harry Massis, mantém uma relação considerada positiva com Crespo. A ideia da atual gestão é dar respaldo público e interno, além de tentar atender pedidos por reforços para a sequência da temporada, especialmente após a reestruturação administrativa.

Hernán Crespo, técnico do Sao Paulo durante partida contra o Flamengo no estadio Maracana pelo campeonato Brasileiro A 2025. Foto: Jorge Rodrigues/AGIF
Internamente, a cobrança existe, mas o discurso é claro: a responsabilidade é coletiva. A mesma fonte ouvida pelo Bolavip Brasil reforça que “todos juntos, dentro e fora de campo, precisam melhorar”, afastando qualquer tentativa de personalizar a crise no treinador.
A diretoria entende que a instabilidade política recente, com mudanças profundas em cargos estratégicos, afetou diretamente o rendimento esportivo. Por isso, a aposta é em continuidade, serenidade e reconstrução gradual do projeto.
Crespo admite incômodo com cenário atual
Em entrevista recente, Crespo não escondeu a insatisfação com o momento vivido no clube. O treinador argentino afirmou que o São Paulo atravessa um dos períodos mais difíceis de sua história, citando a ausência de figuras centrais da gestão anterior e a mudança completa na estrutura interna.

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O técnico também revelou o esforço diário para blindar os jogadores, mas admitiu que separar futebol e política nem sempre é possível. Para ele, o clube precisa de estabilidade, tempo e paciência para reorganizar processos e recuperar competitividade.
Antes do clássico contra o Palmeiras, o São Paulo ocupa a 14ª colocação do Paulistão, próximo da zona de rebaixamento. Mesmo assim, a diretoria mantém a confiança de que, com ajustes e reforços, o time pode reagir ao longo da temporada.








