O São Paulo errou bastante nos últimos anos, principalmente no planejamento do futebol. Os elencos montados eram supervalorizados e existiam muitas lacunas. Daniel Alves foi uma contratação de “peso” que não deu certo. Chegou com grande status e deixou a torcida esperançosa de dias melhores no Morumbi.
Na prática, o negócio nunca foi sustentável e o SPFC acumulava dívidas com o jogador. Por isso, a rescisão contratual foi estabelecida entre as partes. Em entrevista ao portal Uol esporte, Eduardo Toni, diretor de marketing do São Paulo, explicou que, quando chegou, Dani já estava no clube e o Tricolor perdeu o timing para atrair parceiros na missão de bancar o salário do jogador ou parte dele.
“Quando eu cheguei aqui já tinha um ano e meio, praticamente, da chegada do Daniel Alves. E eu acho que o São Paulo perdeu o timing. Aí no meio da pandemia, de todas as crises que o mercado apresentava, era praticamente impossível. Não é que a gente não olhou para esse assunto, mas nunca foi a nossa prioridade porque era realmente muito difícil fazer isso”, disse.
O diretor também foi perguntado se as não contratações de Douglas Costa e Soteldo tinham alguma relação ou até receio do que foi feito com Daniel Alves no passado, já que são outros dois jogadores com salários elevados e precisariam de um esforço muito grande para bancar esses vencimentos mensais. Segundo ele, isso não tem qualquer semelhança.
“Parceria para reforços é uma das coisas que a gente olha no mercado, mas não tínhamos ainda nada fechado com eles [Douglas Costa e Soteldo]. Então, não foi por causa disso que não fechou, não existe essa relação nos dois casos”, afirmou.





