Edgardo Bauza passou pelo São Paulo em uma oportunidade. O técnico esteve no Morumbi entre dezembro de 2015 e julho de 2016, período em que comandou a equipe são-paulina em 31 jogos. Ao todo, foram 11 vitórias, nove empates e 11 derrotas, com aproveitamento de 45,1%. A situação atual do comandante gerou grande impacto na manhã desta quarta-feira (24).
Em entrevista à rádio da Argentina denominada Villa Trinidad, no programa “Super Deportivo”, o auxiliar técnico José di Leo abriu o jogo sobre o que Bauza vem vivendo por trás dos holofotes. Ele trouxe detalhes sobre como está vivendo o amigo, que passa por uma das situações mais caóticas que enfrentou na vida. Tudo começou após a queda com o Rosario Central, onde esteve no início e no final da carreira.
José di Leo detalhou a doença degenerativa que o companheiro enfrenta: “São etapas muito diferentes e duras. Houve uma etapa onde ainda podia falar. Agora estamos em uma etapa em que é necessário forçá-lo a que ele diga alguma coisa, lembrando ou não. Quando estou com ele, acabo me machucando. Acabamos forçando tudo e não tem sentido. É muito difícil”, detalhou o histórico auxiliar técnico de Bauza.

“Já superei essa etapa na qual ele me conhece ou não. Apenas quero que esteja tranquilo. Tudo surgiu quando parou de trabalhar. Começa a cair quando deixa o Rosario Central. Na parte técnica, estava intacto”,acrescentou o auxiliar ao lembrar quando tudo começou. Cabe lembrar que a última vez que ‘Patón’ Bauza treinou um time foi entre maio de 2018 e fevereiro de 2019. Até então, o sumiço do mundo da bola ainda não havia sido explicado dessa forma.
Respeito por um time que, independente do adversário e do palco, se entregava. Era belo ver um time que, mesmo com tantas limitações, “peitava” os gigantes. Não tem como se esquecer das noites geladas de Morumbi com os “gols de videogame” e “a camisa que entorta o varal”. pic.twitter.com/BXemsbWVpb
— Gabriel Sá (@OGabrielSa) May 20, 2022
Ele foi além: “Me dá muita pena. Lembro que dizia que ia a trabalhar até os 68 anos, e eu, até os 64. Ele me dizia, o único que quero é ter uma casinha, uma piscina e uma churrasqueira para comer com os amigos. Me dá muita angústia que eu possa aproveitar e ele não. Isso me faz mal, mal. Ele não sabe o que está acontecendo e vive outra realidade. Às vezes digo: que injustiça, que pena”, finalizou Di Léo à Villa Trinidad.





