A venda da Sociedade Anônima de Futebol de Cruzeiro, Botafogo e Vasco ganhou as mídias nas últimas semanas e vem mexendo com torcedores de outras equipes com a possibilidade de grandes investimentos em reforços. Mas, no São Paulo, o assunto ainda está longe de entrar em pauta. Durante entrevista ao ‘GE’ nesta quinta-feira (24), o diretor de futebol Carlos Belmonte acredita que a criação da SAF não seria autorizada pelo Conselho Deliberativo, mas entende que a mudança será inevitável pensando no futuro.
“Do ponto de vista institucional, acho que isso é muito difícil neste momento no São Paulo. Isso não passaria no Conselho. Acho que teria uma dificuldade muito grande. O São Paulo não está nessa situação, e aí não vai uma crítica, que estão Vasco, Botafogo e Cruzeiro. Nossa situação é diferente apesar da dívida. Institucionalmente, nem passa em discussão neste instante”.
Mas o dirigente acrescenta que a SAF deve se tornar assunto dentro da equipe em alguns anos. A intenção do executivo é observar a movimentação dos outros clubes, para a partir daí, entender melhor o processo e só aí ver o que será melhor para o Tricolor Paulista.
“Ao longo dos anos, vai ser inevitável. É o único caminho a seguir. Mas isso é um pensamento meu. Não tem outro caminho para que consiga ter uma situação com dívidas mais tranquilas e investimentos no futebol. Acho que vai ser inevitável. A gente não deve ser o primeiro a entrar e não pode ser o último. Vamos acompanhar. Vai ter um momento em que talvez seja bom para o São Paulo”.
Belmonte fala sobre uma possível SAF no São Paulo:
“Do ponto de vista institucional, acho que isso é muito difícil neste momento no São Paulo. Isso não passaria no Conselho. Acho que teria uma dificuldade muito grande.”@geglobo pic.twitter.com/8hg5OBLZvQ
— Sou Tricolor ���� (@sitesoutricolor) February 24, 2022
A leida SAF foi criada em agosto de 2021 com a intenção de estimular as equipes a deixarem o modelo associativo e se transformarem em empresas privadas. Entre os grandes clubes, dois já realizaram as vendas de seus ativos: cruzeiro que pertence ao ex-jogador Ronaldo Fenômeno, enquanto a do Botafogo está sob a gestão do investidor John Textor. Entretanto, o Vasco negocia com o fundo dos Estados Unidos.




