Após a vitória sobre o Sporting Cristal, pela Libertadores, Abel Ferreira trouxe à tona uma insatisfação do Palmeiras com o calendário do futebol brasileiro. Em tom de desabafo, o treinador afirmou que a CBF teria negado pedidos do SEP para alteração de datas em jogos contra Jacuipense, pela Copa do Brasil, e Red Bull Bragantino, pelo Campeonato Brasileiro.
A declaração, no entanto, não reflete integralmente o que ocorreu nos bastidores. De acordo com apuração do jornalista Pedro Ivo Almeida, da ESPN, o Palmeiras não chegou a formalizar qualquer solicitação oficial junto à CBF.
A decisão da diretoria foi tomada após uma conversa prévia com o diretor de competições da entidade, Julio Avelar, na qual se entendeu que não haveria margem para mudanças no calendário. No entanto, nenhum pedido formal do Alviverde chegou à mesa do presidente Samir Xaud.
O PALMEIRAS NÃO VEM ATUANDO MUITO BEM POR CAUSA DE QUÊ?
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Intenção inicial de Abel Ferreira: mudanças de datas contra Bragantino e Jacuipense
Internamente, o SEP buscava ao menos uma janela mínima de recuperação física para o elenco, especialmente entre o confronto contra a Jacuipense, no dia 23 de abril, e a sequência pesada que incluiu jogos contra Red Bull Bragantino (25/04), Cerro Porteño (29/04) e Santos (02/05).
A ideia era garantir ao menos quatro dias de intervalo antes da viagem ao Peru, onde a equipe enfrentou o Sporting Cristal. O principal entrave, porém, esteve fora do alcance direto da CBF.

Abel Ferreira voltou a reclamar de calendário e disse que CBF se recusou a trocar datas de jogos contra Bragantino e Jacuipense – Foto: Marcello Zambrana/AGIF
A definição da data do duelo contra a Jacuipense passou pela Prime Video, detentora de direitos de transmissão da Copa do Brasil, que optou por manter o jogo no dia inicialmente previsto. Com isso, qualquer ajuste posterior na tabela do Campeonato Brasileiro se tornou inviável.
CBF não vetou pedido informal do Palmeiras ‘de graça’

Foto: gerada com auxílio de IA pelo Bolavip Brasil.
Diante desse cenário, interlocutores ligados às tratativas rejeitam a tese de que houve um pedido ignorado pela CBF. A avaliação é de que fatores comerciais, especialmente os contratos de transmissão, foram determinantes para impedir qualquer alteração — antes mesmo que um pedido formal fosse protocolado.
Apesar da divergência de versões, o episódio evidencia o desgaste recorrente entre clubes e organização do calendário nacional. Enquanto isso, o Palmeiras tenta administrar o impacto da maratona de jogos.






