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Figo pede saída de Infantino da Fifa e amplia pressão sobre presidente após crise nos bastidores

Ídolo do Real Madrid rompe com presidente da Fifa, pede sua saída e aumenta a crise nos bastidores da entidade

Figo pede saída de Infantino da Fifa e amplia pressão sobre presidente após crise nos bastidores - Foto Carlos AlvarezGetty Images for Laureus
Figo pede saída de Infantino da Fifa e amplia pressão sobre presidente após crise nos bastidores - Foto Carlos AlvarezGetty Images for Laureus

A pressão sobre Gianni Infantino ganhou um novo e importante capítulo. Nesta quarta-feira (5), Luis Figo, ex-jogador da seleção portuguesa e ídolo do Real Madrid, pediu publicamente que o presidente da Fifa deixe o comando da entidade.

O posicionamento chamou atenção porque Figo é o primeiro ex-atleta de grande expressão a se juntar ao movimento que cobra mudanças na cúpula do futebol mundial.

Em um artigo publicado no jornal britânico Daily Mail, o português fez duras críticas à gestão de Infantino e afirmou que a solução para os problemas da Fifa passa pela saída do dirigente.

Para Figo, o comportamento recente do presidente da Fifa foi incompatível com a responsabilidade do cargo. O ex-meia afirmou que Infantino não deveria fazer parte do futuro do futebol após as decisões tomadas nos últimos dias.

Relação entre Figo e Infantino mudou completamente

O posicionamento surpreende também pelo histórico entre os dois. Em 2015, antes de Infantino assumir a presidência da Fifa, Figo chegou a lançar candidatura ao cargo, mas desistiu durante o processo. Depois disso, ambos mantiveram uma relação cordial e participaram juntos de diversos eventos da entidade.

Agora, porém, o ex-jogador rompeu publicamente com o dirigente. A manifestação pode incentivar outros nomes históricos do futebol a também se posicionarem sobre a crise vivida pela Fifa.

Entenda por que Infantino está pressionado

A crise ganhou força após a tentativa da Fifa de criar uma empresa subsidiária para negociar os direitos comerciais da Copa do Mundo com investidores privados. A proposta encontrou forte resistência, principalmente da Uefa.

Além da entidade europeia, Concacaf e Confederação Asiática de Futebol também demonstraram oposição ao projeto. Diante da pressão, a Fifa recuou e abandonou a ideia, mas o desgaste político permaneceu e aumentou os pedidos pela saída de Infantino.

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