Se a fase de Luan no Corinthians não é nada boa, as chegadas de Renato Augusto e Giuliano podem complicar ainda mais a situação do camisa 7. A tendência é que a dupla assuma a condição de titular do meio de campo do Timão para o restante do Campeonato Brasileiro, até pelo status com que vieram ao clube. Uma lesão no adutor da coxa direita, para completar, deixou o jogador atrás até das crias do "Terrão".

Luan vinha de 14 jogadores seguidos sendo titular quando sofreu a lesão muscular. Quando retornou, começou do banco nas seis partidas seguintes. Sylvinho tem optado por atletas de maior poder de marcação, como Cantillo, Gabriel e Roni, Marquinhos e Xavier. Na vitória contra o Cuiabá, o garoto Adson ganhou uma chance e não decepcionou. 

Por tudo isso, internamente se fala que uma saída de Luan é vista como favorável para a direção alvinegra, que gasta em torno de R$ 800 mil mensais ao meia. Bruno Cassucci, setorista do Corinthians no GE, informa que o clube está buscando interessados no exterior, já que completou sete partidas no Campeonato Brasileiro - o que inviabiliza uma transferência para outro clube do país. 

A transferência de Ramiro ao mundo árabe é uma referência à direção, já que o clube deixaria de arcar com os vencimentos e estipularia um valor fixo de compra pelo meia de 28 anos. Em março, o clube tentou oferecê-lo a clubes de Dubai e Catar, mas sem sucesso, de acordo com o GE. 

O plano A, de fato, é negociar Luan, mas há também uma corrente dentro do Corinthians que ainda acredita em Luan. O colega Yago Rudá, do UOL Esporte, informa que o atleta mantém excelente relacionamento com funcionários do CT, a comissão técnica e, consequentemente, Sylvinho. É por isso que, enquanto não aparecem interessados de fora, o meia ainda guarda crédito no clube do coração.

 

"A prioridade do clube é não desvalorizar seu atleta no mercado da bola", informa a matéria de Rudá desta quinta-feira (29). Vale citar que Luan tem contrato no CT Joaquim Grava até 31 de janeiro de 2023. O meio-campista chegou ao Corinthians no início de 2020 tendo custado quase R$ 29 milhões - o clube tem 50% dos direitos econômicos do atleta.