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De volta ao inerte futebol

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De volta ao inerte e confuso futebol, Palmeiras amarga empate na Bahia

Sem conseguir dar sequencia na boa apresentação de partida anterior, Palestra cede empate  nos acréscimos. Dois pontos que farão falta na jornada do Brasileirão

Bolavip

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De volta ao inerte futebol

O futebol apresentado pelo Palmeiras diante do Bahia pela 6ª rodada do Brasileirão proporcionou ao torcedor Palestrino a sensação de que fosse o campeonato um jogo de tabuleiro, daqueles populares entre a molecada na década de 80, o time de Vanderlei Luxemburgo teria voltado dez casas na trilha em busca de padrão de jogo. Após o clássico Paulista do último dia 23, em que o Alviverde convenceu, se esperava a antítese do que foi visto no confronto com o tricolor da Boa Terra.

Em regressão clara do alcançado, o Verdão por pouco não saiu com uma vitória que seria muito semelhante à obtida diante do Athlético Paranaese, quando um gol conferiu importantes 3 pontos em um partida de futebol sofrível. A analogia com a partida de Curitiba ainda tem como lastro a enigmática lei do ex. Em Curitiba, Raphael Veiga marcou contra seu ex clube, ontem, (29), Zé Rafael, ex Bahia, fez o gol que manteve ilusões palmeirenses até os 90 minutos.

Zé Rafael comemora o gol contra seu ex clube ao lado de Wesley (Foto: César Greco/Ag. Palmeiras)

O castigo veio nos acréscimos com o empate do time da casa, em um erro do goleiro Weverton o Palmeiras desperdiçou uma vitória fora de casa que fará falta mais pra frente. Na verdade, é um tanto irreal creditar o amargo empate a uma falha isolada, já que o vacilo nos minutos finais foi a somatória de equívocos e deficiências. Um time que depende de parcos momentos eficientes de ataque, certamente uma hora veria todo seu hercúleo trabalho ruir. No jogo que o Palmeiras consegue apresentar não há “gordura” para gastar, uma única falha é  capaz de definir o resultado

O clima de equívoco já logo ficou no ar com a escalação. Sem Luiz Adriano na frente, o Verdão iniciava o jogo sem sua referência de ataque, a aposta em Rony desta forma ficou dobrada. Uma conjunção de fatores afastam o camisa 11 do desencanto, em uma espécie de circulo vicioso, se percebe que quanto mais se mostra impotente para chegar ao gol, mais Rony fica ansioso, transpira nervosismo e precipitação, definivamente não consegue ajudar.

Momento de um belo banco ao atacante, para quem sabe, mudanças permitam aprimoramento com um peso menor de cobranças. A entrada positiva de Wesley no segundo tempo fez o time crescer, o nítido desempenho mais ativo do atacante que até então não foi muito utilizado, aponta para o esgotamento das tentativas de fazer Rony render.

Wesley tem demonstrado mais eficiência e jogadas produtivas que Rony quando entra, já é hora de colocar o camisa 11 no banco. (Foto: César Greco/Ag. Palmeiras)

Menos eficiente que o jogo contra o Santos, porém, mais ativo que as demais partidas que disputou na retomada da quarentena, Lucas Lima participou de um setor ofensivo que trocava bolas de lado tal qual um time de Rugby. A falta da referência já citada no ataque fez o goleiro baiano praticamente não sujar o uniforme.

 A zaga se apresentou segura, Luan abusa das bolas longas ao nada, mas compensa nas boas recuperações, Gustavo Gomez sempre vigoroso, às vezes preocupa pelo excesso. O meio não conseguiu dar a liga desejada, o deslocamento de Gabriel Menino para atuar junto a ponta direita anula o jovem craque. A nova função o apaga e o distancia de atuações em que levou perigo ao gol adversário criando a conexão da meia cancha ao lado de Patrick.

Gabriel Menino teve a eficiência e poder de municiar o ataque ofuscado ao ser escalado aberto na ponta direita. Desperdício de já provado talento. (Foto: César Greco/Ag. Palmeiras)

Luxemburgo demorou para corrigir o erro inicial, ao voltar para o segundo tempo insistiu na formação inoperante. Causou desconforto aos esmeraldinos ver a inanição de Luxa. Ao mexer, apenas por volta dos 20 minutos do segundo tempo, o técnico fez o Palestra acordar de um jogo lento. O gol que abriu o placar saiu de uma triangulação entre Luiz Adriano, Gustavo Scarpa com finalização de Zé Rafael, os três tinham acabado de entrar na partida, a jogada foi exatamente o que não havia acontecido durante todo jogo: ataque coordenado, time que avança rumo ao gol.

Causa reflexão o resultado no confronto com o Bahia, pois as percepções são ambíguas. O time segue invicto, em 10 partidas não sofreu nenhuma derrota, mas desse elenco que não perde, a única certeza é que não há um modelo de jogo uniforme. A nova regra das 5 substituições deixa claro que o Palmeiras tem dois “quadros” de jogadores, que ninguém sabe ao certo como vão atuar ou render quando acionados. A formação que termina uma boa partida mostra-se incapaz de repeti-la na sequencia e as alterações não são garantia de melhora imediata, já que a única coisa padrão do plantel é a inconstância.

O amargo empate na Bahia ainda é mais dolorido quando se lembra que o time teve uma semana para treinar ajustes e tentar aprimoramentos na única pausa semanal que terá até o fim da competição. Prova de que fica cada vez mais evidente que não há uma proposta que confira poder de fogo ao Palestra, o “pojeto” mostra-se débil.

Weverton falhou e praticamente concedeu o empate ao Bahia. O goleiro tem crédito, mas o placar da rodada é prova de que como o time não consegue produzir com intensidade, um erro individual pode pontualmente comprometer o resultado. (Foto: César Greco/Ag. Palmeiras)

O Alviverde poderia ter pego o vôo de volta para São Paulo como o vice-líder da competição, mas a realidade o deixa na 6ª posição. O gosto amargo e a regressão são efeitos causados por um time que além de ter notáveis dificuldades em construir resultados substanciosos, capaz de prover força para se assegurar contra as surpresas que uma partida de futebol sempre apresenta, também tem sérios problemas em segurar um resultado construído com muito suor.  

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