Quando o Qatar foi escolhido como sede para realizar um evento do tamanho da Copa do Mundo, muitos questionaram, já no Oriente Médio as leis e costumes são bem diferentes da grande maioria de nações que irão disputar o torneio.
O país que irá sediar a Copa do Mundo de 2022 éalvo de críticas por conta das violações em seu território aos direitos humanos, um dos exemplos é a proibição à homossexualidade e o trabalho de imigrantes nasconstruções para o Mundial, que supostamente chegou a ter6.500 mortes, segundo estudo feito pelojornal britânico “The Guardian” em fevereiro de 202, hoje em dia o número fica entre 12 e 15 mil trabalhadores.
Nesta quarta-feira (16), um vídeo que está repercutindo nas redes sociais chamou atenção do mundo. O repórter dinamarquês Rasmus Tantholdt, da TV2 da Dinamarca, foi interrompido durante uma transmissão ao vivo poragentes de segurança do Catar. O repórter e o cinegrafista foramameaçados pelosagentes de segurança após umcarrinho de golfe encostar onde estavam eimpedirque as imagens fossem feitas. Eles também foram ameaçados de ter os instrumentos quebrados.
���� Jornalista dinamarquês é impedido de gravar durante entrada ao vivo no Catar, sede da Copa do Mundo de 2022.
“Vocês convidaram o mundo inteiro para vir aqui. Por que não posso filmar? É um local público”, respondeu o jornalista. pic.twitter.com/oTFSdsmCAA
— Eixo Político (@eixopolitico) November 16, 2022
O repórter questionou ao ser abordado no meio da transmissão ao vivo: “Vocês convidaram o mundo inteiro para cá. Por que motivo não podemos filmar? É um local público. Você quer quebrar a câmera? Vá em frente. Vocês estão nos ameaçando..” Após o ocorrido, oComitê Supremo do Catar pediu desculpas formais à equipe de televisão pelo o que aconteceu na rua.
We now got an apology from Qatar International Media Office and from Qatar Supreme Commitee.
This is what happened when we were broadcasting live for @tv2nyhederne from a roundabout today in Doha. But will it happen to other media as well? #FIFAWorldCupQatar2022 pic.twitter.com/NSJj50kLql— Rasmus Tantholdt TV2 (@RasmusTantholdt) November 15, 2022
“Diz muito sobre o que é o Catar. Você pode ser atacado e ameaçado enquanto trabalha na mídia livre. Não é um país democrático. Minha experiência após visitar 110 países no mundo é: quanto mais você tem a esconder, mais difícil é pra fazer uma reportagem lá”, comentouRasmus.





