O Atlético-MG surpreendeu nas últimas semanas e, apesar de enfrentar problemas financeiros, anunciou dois novos reforços para o elenco do técnico Jorge Sampaoli. As contratações de Alan Franco e Léo Sena desembarcam na Cidade do Galo após o clube demitir cerca de 50 funcionários e atrasar salários do elenco.

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Nesta semana, o vice-presidente atleticano, Lásaro Cândido Cunha, concedeu entrevista ao canal Fala Galo, no Youtube, e explicou a engenharia da diretoria para contratar em tempo de crise. O dinheiro para fechar com a dupla de meio-campistas não saiu dos cofres do Atlético-MG, mas, sim, de investidores.

Léo Sena: reforço vindo do Goiás (Divulgação)
Enquanto os valores envolvidos para tirar Alan Franco do Independiente del Valle não foram divulgados, para contratar Léo Sena, após muitos capítulos de uma longa novela, o Galo aceitou pagarR$ 4 milhões ao Goiáspor 80% dos direitos econômicos.Em meio a tudo isso, a diretoria recentemente pagou os salários de março, enquanto os vencimentos de abril e maio seguem em aberto.
“Estamos em um momento dramático, porque, realmente, as receitas acabaram. Mas é aquela velha história da bicicleta: se parar, desmonta. Então, sendo transparente, e com as conversas que tive com o Sérgio (Sette Câmara) e o Alexandre (Mattos), as explicações estão sendo muito transparentes”, destacou Lásaro Cândido.
“Se o clube tivesse tirado o dinheiro do salário para contratar, não teria ambiente. Aí não tem jeito. Mas não é o caso. O jogador sabendo disso, e hoje estão muito mais esclarecidos, sabem tudo que está acontecendo, ele não precisa ter medo, ele vai receber, o Atlético tem condição (de pagá-lo)”, adicionou o VP.
Dentre as parcerias fechadas pelo Atlético-MG, alguns acordos com investidores preevem que o patrocinador será ressarcido quando o atleta for vendido. Caso isto não ocorra, o prejuízo fica para o investidor.“Acho que temos que ter responsabilidade nessa hora, mas também não podemos desmanchar o nosso principal ativo, que é o futebol, que temos que ter em um nível pelo menos razoável, compatível com nossa história. Isso é importante, e equilibrar isso que é difícil”, completou o dirigente.









