A criação de uma liga nos moldes das europeias é um assunto que passou a ser discutido com mais intensidade nos últimos anos, no Brasil. Atualmente, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) tem domínio sobre as Séries A, B, C e D do Campeonato Brasileiro, além da Copa do Brasil. Porém, o cenário está mudando de figura. 

Na manhã desta terça-feira (3), oito clubes surpreenderam a CBF e assinaram um documento de fundação da Liga Brasileira, que inicialmente recebeu o nome de LIBRA. Quem não assinou, segundo o presidente do Santos, Andrés Rueda, é porque ainda aguarda votação interna junto aos seus respectivos conselhos. 

Além do próprio Peixe, Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Ponte Preta - cinco de SP -, América-MG, Cruzeiro - dois de MG -, e Flamengo assinaram o documento. Rueda falou com a imprensa na saída do hotel e afirmou que “houve consenso entre os 40 clubes (das séries A e B”. No próximo dia 12 (quinta-feira), uma reunião deve acontecer na sede da entidade máxima do futebol BR, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. 

Leila Pereira, Rodolfo Landim, Andrés Rueda, Ronaldo Nazário, dentre outros, são precursores de um movimento que pode marcar o primeiro passo de uma mudança profunda nas estruturas do futebol nacional. Por enquanto, nenhum outro time se posicionou a favor da LIBRA. Há quem aguarde toda essa movimentação com cautela. 

É o caso do Botafogo, que tem paciência antes de assinar o documento de fundação da Liga Brasileira. Comprado pelo americano John Textor, o Glorioso se posicionou por meio do CEO Jorge Braga: “Até lá, todos terão tempo para avaliar os termos que estão na mesa. Temos pressa, mas não podemos errar”, sinalizou o executivo.