A vitória por 3 a 1 sobre o Paraguai, nesta segunda-feira (16), em Ypané, marcou o início da caminhada brasileira na fase final do Sul-Americano Sub-20 com um roteiro especial para Tainá. A atacante saiu do banco de reservas para marcar o terceiro gol da Seleção Brasileira e ajudar a confirmar o triunfo fora de casa. O resultado colocou o Brasil em vantagem logo na estreia da etapa decisiva. Mais do que o placar, o momento teve significado pessoal para a jogadora. A emoção tomou conta após o apito final.

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Antes de balançar as redes, Tainá precisou controlar o nervosismo enquanto aguardava a oportunidade de entrar em campo. A atacante revelou que a ansiedade marcou o primeiro tempo, mas destacou o papel fundamental das companheiras para manter a serenidade. O incentivo vindo do grupo ajudou a transformar tensão em confiança. Quando foi chamada para aquecer, já sentia que algo especial poderia acontecer. A entrada em campo confirmou a intuição.
“No primeiro tempo, no banco, eu estava bem ansiosa. Mas minhas companheiras falaram para eu ter calma, que eu ia entrar e fazer o gol. Fui aquecer muito feliz e já estava sentindo que ia acontecer. Quando entrei, estava muito emocionada e feliz. Fiz o gol e foi um momento muito especial”, contou.

Sul-Americano Sub-20. Foto: Staff Images/CBF
Jogo duro e clima de decisão
A atacante também destacou o nível de dificuldade da partida contra as donas da casa. Atuando em Ypané, o Brasil precisou lidar com pressão e intensidade desde os minutos iniciais. Tainá reconheceu que a fase final impõe um grau de exigência ainda maior. Cada confronto tem peso de decisão e margem mínima para erros. A postura coletiva foi determinante para sustentar o resultado positivo.
“A gente sabia que não ia ser fácil. Nenhum jogo nessa fase é fácil, ainda mais sendo uma final. Foi uma partida muito difícil, mas o grupo se manteve unido o tempo todo. Conseguimos fazer os gols e sair com a vitória, que era o mais importante”, afirma.
A palavra “união” foi repetida como síntese do momento vivido pela equipe. Para Tainá, o espírito coletivo foi essencial para suportar a pressão e transformar dificuldade em resultado. O Brasil mostrou equilíbrio emocional mesmo diante de um cenário adverso. A confiança mútua entre as atletas apareceu dentro de campo. O gol da atacante simbolizou justamente essa construção conjunta.

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Olho na taça e pés no chão
Com quatro partidas ainda pela frente na fase final, a atacante reforçou que o foco precisa permanecer intacto. O objetivo é claro: conquistar o título continental. Para isso, a receita passa por manter trabalho, humildade e coragem ao longo da competição. A caminhada será encarada passo a passo, sem euforia antecipada. O grupo sabe que cada degrau será decisivo. “A nossa postura tem que continuar a mesma: trabalhar com os pés no chão, manter a união, a força e a coragem. Vamos seguir passo a passo, degrau por degrau, em busca do nosso objetivo, que é levar essa taça para o Brasil”, concluiu.








