O Corinthians estreia no próximo dia 28 na Copa das Campeãs da FIFA, o primeiro Mundial de Clubes da história do futebol feminino. As Brabas enfrentam o Gotham FC, dos Estados Unidos, na semifinal do torneio. A partida acontece no GTech Community Stadium, em Londres, às 9h30, no horário de Brasília. Quem avançar decide o título contra Arsenal, da Inglaterra, ou ASFAR, de Marrocos. O duelo marca mais um capítulo internacional do clube alvinegro.

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A delegação corinthiana encerrou nesta sexta-feira a primeira etapa de preparação no CT e embarca para a Inglaterra na próxima terça-feira. No país, o elenco passará por um período de adaptação e concluirá os treinamentos visando a estreia. Apesar do grupo numeroso, nem todas as atletas viajarão. O regulamento da competição impõe limites rígidos para inscrição. Por isso, o clube precisará fazer cortes antes do envio da lista definitiva.
Ao todo, sete das 33 atletas em condições de jogo permanecerão no Brasil durante a disputa do Mundial. O corte ocorre porque a Copa das Campeãs permite a inscrição máxima de 26 jogadoras. A zagueira Thaís Regina, lesionada, já está fora da competição. As atletas não inscritas seguirão treinando no clube. Elas permanecerão à disposição caso seja necessária alguma substituição na delegação em Londres.

Corinthians, campeão da Libertadores 2025. Foto: reprodução/Instagram/@corinthiansfutebolfeminino
Regras da lista provisória e final
Assim como em outras competições da FIFA, o Corinthians enviou previamente uma lista provisória, com mínimo de 24 e máximo de 35 jogadoras. Essa relação, que exigia ao menos quatro goleiras, não foi divulgada publicamente. A partir dela, será definida a lista final, com 23 a 26 atletas, incluindo pelo menos três goleiras. Apenas as jogadoras inscritas nessa etapa estarão aptas a disputar o torneio. O envio é feito de forma online e documental.
Após o envio da lista final, substituições só podem ocorrer em caso de lesão ou doença grave. O prazo vai até 24 horas antes da estreia, no caso do Corinthians, às 9h30 do dia 27 de janeiro. A jogadora substituta deve constar na lista provisória. O clube precisa encaminhar avaliação médica detalhada à FIFA. O Comitê Médico analisa o caso antes de autorizar qualquer alteração.
Para as goleiras, o regulamento prevê uma exceção importante. A substituição pode ocorrer a qualquer momento do Mundial, sem prazo máximo. Ainda assim, a troca só é permitida em casos de lesão grave ou doença. A atleta substituída deve devolver a credencial e deixar oficialmente a competição. O procedimento médico e a análise do Comitê da FIFA seguem obrigatórios. A regra busca preservar a segurança esportiva das equipes.

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Custos, comissão técnica e responsabilidades
A FIFA cobre hospedagem e alimentação para 26 jogadoras e 12 membros da comissão técnica, entre 24 de janeiro e 2 de fevereiro. O regulamento também estabelece critérios de participação feminina na comissão e no banco de reservas. Já despesas excedentes ficam sob responsabilidade do clube. O Corinthians arcará com seguros, custos adicionais de hospedagem e alimentação, além de itens não cobertos pela entidade. A logística reforça a complexidade do primeiro Mundial Feminino.








