A partir desta sexta-feira (26), começa o Mundial de vôlei masculino, disputado na Polônia e na Eslovênia. Campeã olímpica e da Liga das Nações deste ano, a França desponta como o time a ser batido na competição. Em compensação, a Polônia busca o tricampeonato mundial em sequência jogando em casa. Azarão, Cuba retorna ao cenário internacional com uma boa geração na busca de surpreender. Além do Brasil, confira o que assistir no Mundial de vôlei! 

Favorita, França joga o Mundial embalada

Vindo de dois ouros seguidos, os franceses não contam "apenas" com uma equipe talentosa e um ataque poderoso. O comportamento em quadra chama a atenção, destaca Daniel Bortoletto, editor-chefe do site Web Vôlei, em entrevista ao Bolavip Brasil. "Esse time é muito técnico, se diverte em quadra e isso é perigosíssimo para os adversários. Eles estão com astral alto, com moral, vem de títulos, mas eles jogam com uma certa irreverência e até beira um pouco de irresponsabilidade, ainda que seja o estilo deles", afirma. A França está no grupo D, ao lado de Eslovênia, Alemanha e Camarões. 

De volta ao cenário mundial, Cuba é candidata à surpresa

Após viver um período de declínio no vôlei, Cuba se fortaleceu quando permitiu a convocação de jogadores que atuam fora da ilha. No torneio, o time contará com quatro cubanos que jogam no Brasil: López (MVP da Superliga) e Miguel Rodriguez, do Sada Cruzeiro, Goide, do Brasília, além de Sanchez, do Fiat/Gerdau/Minas. O principal nome é um velho conhecido da torcida cruzeirense: Simón, considerado um dos melhores centrais do mundo, que atualmente joga no Civitanova, da Itália. Neste ano, o time acumula 18 jogos de invencibilidade e levantou dois troféus em sequência: Norceca Final Four e Copa Pan-Americana. 

Reconhecendo a boa geração cubana, Bortoletto acredita que os caribenhos seriam candidatos a surpreender no Mundial. "Se pudesse escolher uma grande surpresa, eu colocaria Cuba. Eu acho que Cuba, em um dia bom, pode aprontar para qualquer um dos favoritos ao título", opina. No grupo B, Cuba estreia contra o Brasil nesta sexta-feira (26), depois encara Catar e Japão. 

Polônia busca o tri inédito no Mundial

Jogando em casa, os poloneses entram na competição visando o terceiro título seguido no Mundial, após vencer as duas últimas edições (2014 e 2018) superando o Brasil na final. No entanto, o time não contará com o ponteiro Leon, que ainda não se recuperou de uma cirurgia no joelho esquerdo. Nos últimos torneios, a Polônia manteve um bom desempenho, mas não atingiu nenhuma final: bronze na Liga das Nações e parou nas quartas nos Jogos de Tóquio. No grupo C, a Polônia está ao lado de Estados Unidos, México e Bulgária.  
Para Daniel, a Polônia estaria acima dos Estados Unidos, embora entenda que a disputa por medalha deva ser bem acirrada entre vários países. "Os dois principais favoritos são França e Polônia e depois vem uma sequência de times podendo brigar por medalha, como o Brasil. Tem Estados Unidos, Itália, Sérvia, Eslovênia, Cuba, Japão e Argentina, vai ser uma disputa bem intensa", analisa. O Mundial de vôlei masculino irá ocorrer entre os dias 26 de agosto e 11 de setembro.