Nesta sexta-feira (27) o técnico Vítor Pereira recebeu a imprensa no CT Joaquim Grava para uma entrevista coletiva. O encontro aconteceu logo na sequência de o Alvinegro ficar sabendo que pegará o Boca Juniors nas oitavas de final da Libertadores. Além da jornada corintiana na competição continental a situação de Róger Guedes entrou em pauta. 

Depois de uma semana polêmica sobre a condição de reserva do jogador no Parque São Jorge, Róger Guedes foi acionado durante a partida contra o Always Ready, na última quinta-feira (26). O comandante português foi direto ao ponto ao abordar o aproveitamento de Guedes: “Vou tentar hoje finalizar esse assunto do Róger. Não sou de novelas. A verdade não vende, as pessoas só querem saber do polêmico. Para Róger ou qualquer jogador. Duílio quando cheguei me pediu para ser exigente. Todos os meus títulos foram à base de exigência, compromisso, trabalhar no limite, dar tudo de nós, estar sempre no nosso melhor momento em treino e jogo. Isso não é negociável”, iniciou Vitor Pereira.

Na sequência Vitor Pereira revelou que já conversou com Guedes em mais de uma oportunidade: “Minha exigência comigo tem de ser igual a dos meus atletas com eles, para Róger ou qualquer um. Compromisso, entrega, espírito de sacrifício, lutar todos os dias, ser o melhor, claramente dizer para mim que quer jogar, que quer ajudar. Já tive uma, duas, três conversas. Ele é quase um filho, é boa pessoa, bom menino, mas você tem uma, duas, três conversas e não vê alteração nenhuma, depois ele só acredita nas ações”.

O treinador fez uma analogia caseira para expor o funcionamento do elenco, e fez um desabafo sobre impressões erradas que possam ser passadas por conta de sua rigidez: “Com meus filhos é igual. Falam que estudam, não estudam, se não vejo resultados, ou mostra ou não mostra. Hoje estou convencido no caso do Róger. Fica a sensação que eu sou o mal por exigir o melhor para o clube, para colocar todos no mesmo nível, para lutar, ser competitivo, eu que sou mal. Isso não posso aceitar. Dizem que não tinha a necessidade de expor, mas chega a altura que precisa expor. Toda vez sou cobrado, como se eu estivesse mal e ele bem. Ele e os outros”.

O treinador pontuou aspectos que são essenciais para ganhar espaço em sua equipe: “Chega ao treino, luta, se entrega, é competitivo, chega no jogo, luta, se entrega jogando 10, 20 ou 30 minutos, na esquerda, na direita. Vão ter sempre oportunidade. Agora, se eu sentir que não estão dando o máximo por estar contrariado... Eu já fiquei contrariado muitas vezes. Róger e qualquer jogador vai sempre ter o meu apoio, não coloco ninguém de lado, mas não posso conversar várias vezes e ele seguir o mesmo. Nos últimos dias, já vi um Róger diferente. Espero para o bem do clube, para o meu, para o da torcida, que ele de fato se entregue à causa, que tenha compromisso, tem que se respeitar ele próprio, sermos exigentes conosco e estar no melhor nível. É o mínimo a fazer”.