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Copa do Mundo

Fifa impõe regra inédita e ciência entra em ação para salvar gramados da Copa do Mundo de 2026

Proibição de gramados sintéticos obrigou uma operação global de Engenharia e Agronomia para garantir campos de alto rendimento em diferentes países e climas

ESTADOS UNIDOS - FILADELFIA - 19/06/2026 - COPA DO MUNDO 2026, BRASIL X HAITI - Publico de 68.324 torcedores durante partida entre Brasil e Haiti no estadio Filadelfia pelo campeonato Copa Do Mundo 2026. Foto: Rodolfo Buhrer/AGIF
© Rodolfo Buhrer/AGIFESTADOS UNIDOS - FILADELFIA - 19/06/2026 - COPA DO MUNDO 2026, BRASIL X HAITI - Publico de 68.324 torcedores durante partida entre Brasil e Haiti no estadio Filadelfia pelo campeonato Copa Do Mundo 2026. Foto: Rodolfo Buhrer/AGIF

A Copa do Mundo de 2026 promete entrar para a história não apenas pelo número recorde de seleções participantes, mas também por um desafio pouco percebido pelos torcedores. A determinação da Fifa de utilizar exclusivamente gramados naturais em todos os estádios do torneio deu início a uma das maiores operações agronômicas já realizadas no esporte.

A missão envolve adaptar campos espalhados por Estados Unidos, México e Canadá, regiões que apresentam condições climáticas completamente diferentes. O objetivo é garantir que a bola role com o mesmo padrão de velocidade, quique e aderência independentemente da cidade que receba uma partida do Mundial.

Por trás desse trabalho existe uma combinação de Engenharia, genética vegetal, controle de solo e tecnologias avançadas de manutenção. Tudo para que os jogadores encontrem condições ideais durante a competição mais importante do futebol.

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Desafio vai muito além da grama

As sedes foram divididas de acordo com suas características climáticas. Em regiões mais quentes, como Miami e cidades mexicanas, a tendência é a utilização de variedades da grama Bermuda, reconhecida pela resistência ao calor intenso.

Já nos locais com temperaturas mais baixas, a preferência recai sobre espécies adaptadas ao clima frio, como a Kentucky Bluegrass, bastante utilizada em grandes arenas esportivas.

Mbappé pela França. Foto: Darrian Traynor/Getty Images

Mbappé pela França. Foto: Darrian Traynor/Getty Images

O desafio se torna ainda maior nos estádios que tradicionalmente utilizam gramado sintético para partidas da NFL. Nessas arenas, a solução encontrada envolve a instalação temporária de campos naturais produzidos em fazendas especializadas e transportados para dentro dos estádios pouco antes das partidas.

Tecnologia garante padrão internacional

Para atender às exigências da Fifa, os gramados contam com sistemas avançados de irrigação, drenagem e monitoramento constante das condições do solo. Em alguns estádios, a manutenção inclui iluminação artificial por painéis de LED para estimular a fotossíntese em áreas que recebem pouca luz natural devido às estruturas cobertas das arenas.

Outro recurso utilizado é a chamada tecnologia híbrida, que mistura raízes naturais com fibras sintéticas costuradas ao solo para aumentar a resistência da superfície e evitar danos causados pelo desgaste intenso dos jogos.

Brasil também participa da operação

O conhecimento brasileiro na área tem papel importante no desenvolvimento desses projetos. Engenheiros agrônomos do país participam de comitês internacionais e acumulam experiência em grandes eventos esportivos realizados ao longo dos últimos anos.

A atuação desses profissionais vai desde o planejamento dos sistemas de drenagem até o acompanhamento da saúde das plantas e o controle das características físicas do gramado.

A presença de especialistas brasileiros reforça o reconhecimento internacional da Agronomia nacional em um dos setores mais sofisticados da infraestrutura esportiva moderna.

Maratona de jogos exige atenção máxima

O novo formato da Copa do Mundo aumentou significativamente a quantidade de partidas disputadas em algumas sedes. Há estádios programados para receber até nove jogos durante o torneio.

Isso significa que o trabalho de recuperação dos gramados precisará acontecer praticamente sem interrupções. Equipes técnicas estarão de plantão para realizar correções imediatas entre uma partida e outra.

A expectativa é que toda essa operação garanta que os gramados mantenham o mesmo padrão de qualidade do primeiro ao último jogo da competição, mostrando que a ciência também será protagonista na busca pelo sucesso da Copa do Mundo de 2026.

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