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Copa do Mundo

Arsène Wenger afirma que Copa do Mundo com 48 seleções foi um sucesso para a Fifa

Chefe do Grupo de Estudos Técnicos da Fifa, Arsène Wenger avaliou de forma positiva o novo formato da Copa do Mundo com 48 seleções e afirmou que a competição superou as expectativas

WASHINGTON, DC - DECEMBER 04: Arsene Wenger, FIFA Chief of Global Football Development speaks during a panel discussion at The John F. Kennedy Center for Performing Arts on December 04, 2025 in Washington, DC. (Photo by Dan Mullan/Getty Images)
© Getty ImagesWASHINGTON, DC - DECEMBER 04: Arsene Wenger, FIFA Chief of Global Football Development speaks during a panel discussion at The John F. Kennedy Center for Performing Arts on December 04, 2025 in Washington, DC. (Photo by Dan Mullan/Getty Images)

A ampliação da Copa do Mundo para 48 seleções recebeu uma avaliação positiva da Fifa. Para Arsène Wenger, chefe de desenvolvimento do futebol da entidade e responsável pelo Grupo de Estudos Técnicos, o novo formato foi um grande sucesso e comprovou que a decisão de ampliar o número de participantes foi acertada.

Durante a apresentação do grupo, realizada neste sábado, no estádio de Nova York/Nova Jersey, o ex-treinador francês defendeu a mudança implementada na Copa do Mundo de 2026. “Achamos que era eticamente necessário dar chance a que mais seleções apresentassem seu futebol. Estou convencido de que foi a decisão correta e que foi um grande sucesso”, afirmou Wenger.

O dirigente também destacou o equilíbrio observado entre as seleções ao longo da competição. Segundo ele, o desenvolvimento do futebol em diferentes regiões do planeta reduziu a distância técnica entre as equipes tradicionais e as consideradas emergentes, proporcionando um torneio mais competitivo.

Wenger destaca evolução das seleções e equilíbrio técnico no Mundial

Ao explicar sua avaliação, Wenger citou o desempenho de países que surpreenderam durante a competição. “A diferença entre equipes grandes e pequenas ficou menor, o conhecimento do jogo influenciou. Temos países, como Cabo Verde, que se saíram bem. Achavam antes da Copa que poderia ser um desastre para algumas seleções, não foi o que aconteceu. O futebol se desenvolve mundo afora, a informação viaja rapidamente. A qualidade desta Copa foi muita alta”, declarou.

A edição de 2026 marcou a primeira disputa da história com 48 seleções, substituindo o formato anterior, utilizado até a Copa do Mundo do Catar, que reunia 32 participantes. Com a ampliação, o número de partidas do torneio passou de 56 para 104, transformando significativamente a estrutura da competição.

Grupo de Estudos Técnicos também destaca crescimento do futebol mundial

Além de Cabo Verde, outras seleções também fizeram sua estreia em uma Copa do Mundo, como Curaçao, Jordânia e Uzbequistão. O torneio ainda marcou o retorno de equipes que estavam ausentes havia muitos anos, casos de Iraque, Haiti e República Democrática do Congo, ampliando a diversidade de participantes.

Integrante do Grupo de Estudos Técnicos da Fifa, o ex-volante Gilberto Silva, campeão mundial com o Brasil em 2002, também elogiou o nível apresentado pelas equipes. “Foi interessante ver as características de cada treinador, a estrutura de cada equipe, a qualidade de equipes menos expressivas. Muitos dos jogadores atuam fora de seus países, em grandes ligas”, afirmou.

Embora o tema tenha sido levantado por um jornalista, o grupo não debateu um possível aumento para 64 seleções na Copa do Mundo de 2030. A proposta é defendida pela Conmebol, que pretende ampliar a participação no torneio e aumentar o número de partidas na América do Sul, onde, até o momento, estão previstos apenas três jogos comemorativos, em Montevidéu, Assunção e Buenos Aires, antes da sequência da competição em Espanha, Marrocos e Portugal.

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