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Copa do Mundo

Argentina chega à semifinal da Copa do Mundo sem enfrentar seleções do top 10 da Fifa

A campanha da Argentina até a semifinal foi construída sem duelos contra equipes que ocupam as dez primeiras posições do ranking da Fifa, dado que chama atenção no torneio

KANSAS CITY, MISSOURI - JULY 11: Lionel Scaloni, Head Coach of Argentina, stands for the national anthem before the FIFA World Cup 2026 Quarter Final match between Argentina and Switzerland at Kansas City Stadium on July 11, 2026 in Kansas City, Missouri. (Photo by Carl Recine/Getty Images)
© Getty ImagesKANSAS CITY, MISSOURI - JULY 11: Lionel Scaloni, Head Coach of Argentina, stands for the national anthem before the FIFA World Cup 2026 Quarter Final match between Argentina and Switzerland at Kansas City Stadium on July 11, 2026 in Kansas City, Missouri. (Photo by Carl Recine/Getty Images)

A Argentina alcançou a semifinal da Copa do Mundo de 2026 com uma trajetória inédita na história dos Mundiais. A equipe comandada por Lionel Scaloni garantiu lugar entre as quatro melhores seleções da competição sem enfrentar nenhum adversário que ocupasse o Top 10 do ranking da Fifa ou que já tivesse conquistado um título mundial, marca nunca registrada desde a criação do ranking da entidade, em 1993.

Os dados, divulgados pelo aplicativo Analistas e publicados pelo jornal francês L’Équipe, mostram que a campanha argentina foge completamente do padrão histórico. Ao longo do torneio, a Albiceleste enfrentou adversários com uma média de posicionamento próxima ao 38º lugar do ranking da Fifa, cenário que agora muda completamente com a chegada das semifinais.

Apesar do caminho sem confrontos contra as maiores potências do futebol mundial, a Argentina esteve longe de ter uma campanha tranquila. A equipe precisou disputar duas prorrogações no mata-mata para seguir viva na competição, demonstrando capacidade de reação e resistência em momentos decisivos.

Campanha da Argentina na Copa do Mundo teve prorrogações e vitórias importantes

Na fase de grupos, a seleção argentina venceu a Argélia (28ª colocada) por 3 a 0, superou a Áustria (24ª) por 2 a 0 e derrotou a Jordânia (63ª) por 3 a 1. Já no mata-mata, a classificação começou com uma vitória por 3 a 2 sobre Cabo Verde (67º), conquistada apenas na prorrogação pela segunda fase.

Nas oitavas de final, os argentinos buscaram uma reação marcante ao derrotarem o Egito (29º) por 3 a 2, depois de saírem atrás por dois gols de diferença. Nas quartas de final, a equipe voltou a precisar do tempo extra para vencer a Suíça (19ª) por 3 a 1, garantindo a vaga entre os quatro melhores da competição.

Semifinal coloca a Argentina diante do primeiro gigante da Copa do Mundo

A campanha argentina ganha ainda mais destaque quando comparada ao histórico recente das Copas do Mundo. Desde a criação do ranking da Fifa, em 1993, nenhuma seleção havia alcançado uma semifinal sem enfrentar uma equipe do Top 10 ou um ex-campeão mundial, tornando o percurso da Albiceleste um caso único nas estatísticas do torneio.

Agora, o cenário muda completamente para a equipe de Lionel Scaloni. Nesta quarta-feira (15), a Argentina enfrentará a Inglaterra, atual quarta colocada do ranking da Fifa, naquele que será seu primeiro duelo contra uma seleção do primeiro escalão do futebol mundial nesta Copa do Mundo.

Depois de uma trajetória inédita até aqui, a grande questão é se a Albiceleste conseguirá manter o embalo justamente diante do seu adversário mais qualificado no torneio.

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