O jornalista Paulo Vinicius Coelho fez duras críticas à situação envolvendo John Textor e o Botafogoapós o afastamento do empresário pelo Tribunal Arbitral da FGV.
Segundo o comentarista em análise publicada no UOL, o problema vai além de um caso isolado e expõe falhas estruturais no modelo de Sociedade Anônima do Futebol. Para ele, clubes tradicionais acabaram apostando em investidores sem a segurança necessária e hoje convivem com reflexos graves dentro e fora de campo.
PVC citou diretamente o Glorioso e o Vasco como exemplos desse cenário e afirmou: “SAF não é prefixo de safar-se, como fizeram clubes como Vasco e Botafogo, que procuraram o primeiro empresário que balançasse notas de dólar na janela para se abraçarem a ele como se fosse um salvador da Pátria”.
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PVC cobra fiscalização mais rígida no futebol brasileiro
Na avaliação do jornalista, o debate não passa pela extinção do modelo, mas pela necessidade de fiscalização mais severa e legislação mais dura para evitar fraudes e gestões temerárias. Ele lembrou que problemas semelhantes também aparecem fora do Brasil e não se restringem ao futebol nacional.
O colunista reforçou que dirigentes e investidores precisam responder de forma mais rígida quando há irregularidades comprovadas. Para ele, o sistema precisa proteger clubes históricos e impedir que decisões precipitadas comprometam o futuro institucional dessas equipes.

RJ – RIO DE JANEIRO – 21/04/2026 – COPA DO BRASIL 2026, BOTAFOGO X CHAPECOENSE – John Textor CEO do Botafogo durante aquecimento antes da partida contra o Chapecoense no estadio Engenhao pelo campeonato Copa Do Brasil 2026. Foto: Thiago Ribeiro/AGIF
Em outro trecho, PVC afirmou: “O remédio é a legislação ser dura e o controle rigoroso. Cadeia para quem comete fraude comprovada, do Banco Master às Sociedades Anônimas do Futebol”. A declaração aumentou ainda mais a repercussão sobre o tema nos bastidores esportivos.
Botafogo e Vasco viram símbolo de alerta no debate sobre SAF
Ainda segundo o jornalista, os casos recentes de Botafogo e Vasco em recuperação judicial mostram que a discussão precisa ser tratada como uma questão nacional. Para ele, o problema já ultrapassa a esfera individual dos clubes e representa um alerta para todo o futebol brasileiro.
PVC encerrou defendendo ajustes urgentes no sistema e resumiu sua posição ao dizer que não se trata de acabar com a SAF, mas de corrigir distorções. Na visão do comentarista, o chamado “vexame John Textor” se tornou símbolo de um problema maior que precisa ser enfrentado imediatamente.





