Atlético-MG e Remo realizaram uma grande partida cheia de emoções na noite de ontem (11). Após levar a virada nos acréscimos do Leão Azul, O Galo buscou o empate em 3 a 3 na Arena MRV, com um gol de Dudu no último lance da partida.

O duelo pela 3ª rodada do Brasileirão teve polêmicas de arbitragem, como o gol anulado do Remo, marcado por Leonel Picco no segundo tempo. Após análise no VAR, o árbitro Matheus Candançan invalidou o lance, alegando toque no braço de João Pedro. Para Paulo Cesar de Oliveira, a decisão foi equivocada.
O que disse PC de Oliveira sobre o gol anulado em Atlético-MG x Remo?
No “Troca de Passes” do SporTV logo após a partida, o comentarista de arbitragem fez a sua análise, considerando que a intervenção do VAR não seria necessária. Além disso, não considerou infração do atleta.
“O que diz a regra? Se o próprio jogador faz o gol imediatamente após um toque, aí não interessa se é acidental, se não é ou se foi sem querer. O árbitro não precisa analisar. Só que esse lance, não foi o João Pedro que fez o gol. Esse toque é acidental, bateu no braço sim. Mas é um toque acidental. E essa recomendação contraria a regra. Se querem mudar, eles precisam mudar o texto da regra“, avaliou PC de Oliveira.

Paulo Cesar de Oliveira analisou lance de Atlético-MG x Remo – Foto: Reprodução/SporTV
Para o ex-juiz, as regras não foram obedecidas por falhas na instrução, isentando de culpa o árbitro Matheus Candançan e os integrantes do VAR, que teriam obedecido a uma orientação errada.
“Esse gol pra mim, de acordo com a regra do jogo, esse gol é legal. Se querem mudar, com base nesta instrução, que mudem no texto da regra do jogo, porque muitas vezes a instrução e a definição para defender o árbitro, é sempre conveniente com aquilo que o árbitro decidiu com a intervenção do VAR. Não é culpa da arbitragem, isso é culpa da instrução, porque ela vai contra a regra do jogo. Pra mim, esse toque é acidental“, concluiu o comentarista.
O que disse o áudio do VAR?
Nos áudios disponibilizados pela CBF, Matheus Candançan tinha a intenção de manter a decisão do campo e validar o gol remista. “Tem um braço, sim, mas não é o que impacta, não tem uma força e um movimento de empurrar. E sim ele apoia numa situação de disputa”, justificou o juiz.
Entretanto, o VAR recomendou a revisão alegando toque deliberado no braço de João Pedro. “Ele faz um movimento adicional que ele para no braço, para mim numa região que não permitida“, disse o árbitro na cabine.

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Candançan foi convencido a mudar de ideia após rever as imagens. “É um braço antinatural. É uma mão sancionável. Vou anular o gol e vou voltar com falta para defesa“, concluiu.







