O Vasco garantiu vaga na semifinal do Campeonato Carioca no último sábado (14), ao vencer o Volta Redonda nos pênaltis. No tempo normal, a equipe comandada por Fernando Diniz ficou no empate por 1 a 1, após sair atrás no placar.

Fernando Diniz é o técnico do Vasco. Foto: Jorge Rodrigues/AGIF
© Jorge Rodrigues/AGIFFernando Diniz é o técnico do Vasco. Foto: Jorge Rodrigues/AGIF

Apesar da classificação, o desempenho do setor ofensivo segue como um dos principais pontos de alerta no início da temporada. O Vasco tem o pior ataque do ano entre os clubes da Série A, com apenas 12 gols marcados em 10 partidas disputadas até aqui.

O cenário se agravou após as saídas de Rayan e Vegetti, principais referências do ataque vascaíno. Desde então, o time passou a conviver com falta de efetividade nas finalizações e pela dificuldade em transformar volume em resultado.

Números reforçam problema ofensivo do Vasco

O Vasco não venceu Volta Redonda, Bahia, Chapecoense e Madureira muito em função da grande quantidade de chances desperdiçadas ao longo dos jogos, mesmo com domínio territorial em vários momentos.

Os dados confirmam a impressão visual. Entre os clubes da Série A, o Vasco é o time que mais precisa finalizar para marcar um gol, com média superior a 14 chutes por bola na rede.

Fernando Diniz saiu em defesa do trabalho e destacou o volume ofensivo produzido. “Se você olhar os números, vê o que o time produz. Hoje foram 31 chutes a gol contra seis. O placar é soberano, mas eu confio no trabalho”, afirmou o treinador.

Nuno Moreira lamenta chance perdida. Foto: Thiago Ribeiro/AGIF

Semana livre vira teste decisivo para Diniz

Após a classificação nos pênaltis, Diniz terá uma semana livre para trabalhar com o elenco antes da semifinal do Carioca, contra o Fluminense. O período sem jogos é visto internamente como oportunidade para ajustes no setor ofensivo.

A expectativa é que o tempo de treino ajude a recuperar a confiança dos jogadores e aumentar a eficiência. Caso os erros persistam, porém, a semana livre pode se transformar em argumento para ampliar a pressão da torcida sobre o trabalho do treinador.