Fernando Diniz não resistiu à pressão após a derrota por 1 a 0 para o Fluminense, pelo jogo de ida da semifinal do Campeonato Carioca, disputado neste domingo (22). Assim, Diniz foi o quarto treinador demitido pelo Vasco durante a gestão de Pedrinho.

Diniz não é mais o técnico do Vasco. Foto: Jorge Rodrigues/AGIF
© Jorge Rodrigues/AGIFDiniz não é mais o técnico do Vasco. Foto: Jorge Rodrigues/AGIF

A saída foi confirmada logo após a partida, ainda na sala de imprensa do estádio Nilton Santos. O anúncio partiu do presidente Pedrinho, que comunicou oficialmente a decisão minutos depois do apito final, encerrando o trabalho do comandante na equipe carioca.

Com isso, Diniz se torna mais um técnico a não completar 12 meses no cargo em São Januário. O clube não consegue manter um treinador por um ano há uma década, desde a passagem de Jorginho, em 2016.

Alta rotatividade no comando técnico do Vasco

Apesar da sequência de trocas, Diniz acabou sendo o mais longevo durante a gestão de Pedrinho, com pouco mais de nove meses de trabalho nesta segunda passagem pelo clube.

Antes dele, segundo dados do Sofascore, Álvaro Pacheco, Rafael Paiva e Fábio Carille comandaram a equipe em intervalos curtos. A instabilidade virou marca do período, refletindo diretamente na falta de continuidade do projeto esportivo.

Os números evidenciam o cenário. Pacheco ficou apenas 29 dias no cargo, Paiva permaneceu por 156 dias, Carille trabalhou por 129 dias, enquanto Diniz chegou a 287 dias. Dessa maneira, a média de tempo por trabalho é de 150 dias.

Fernando Diniz durante o clássico contra o Fluminense. Foto: Thiago Ribeiro/AGIF

Histórico reforça instabilidade no comando do Cruz-Maltino

A demissão de Diniz representa a 50ª troca de treinador do Vasco na era dos pontos corridos. Entre os clubes do G-12, o time carioca lidera esse ranking negativo, reforçando a dificuldade histórica de manter projetos duradouros.

Com base no Sofascore, ao todo, Fernando Diniz comandou o Vasco em 54 partidas, somando 17 vitórias, 15 empates e 22 derrotas. O aproveitamento foi de 40,7% dos pontos disputados, refletindo uma passagem marcada por instabilidade.