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São Paulo

"Me dá muita pena"; Situação de Bauza é 'grave' e bastidores tristes repercutem no Brasil nesta 4ª

O ex-técnico de equipes como São Paulo e Rosario Central está tendo que lidar com um momento desafiador em sua vida

Foto: Marcello Zambrana/AGIF | Situação de Bauza é 'grave'
Foto: Marcello Zambrana/AGIF | Situação de Bauza é 'grave'

Edgardo Bauza passou pelo São Paulo em uma oportunidade. O técnico esteve no Morumbi entre dezembro de 2015 e julho de 2016, período em que comandou a equipe são-paulina em 31 jogos. Ao todo, foram 11 vitórias, nove empates e 11 derrotas, com aproveitamento de 45,1%. A situação atual do comandante gerou grande impacto na manhã desta quarta-feira (24).

Em entrevista à rádio da Argentina denominada Villa Trinidad, no programa “Super Deportivo”, o auxiliar técnico José di Leo abriu o jogo sobre o que Bauza vem vivendo por trás dos holofotes. Ele trouxe detalhes sobre como está vivendo o amigo, que passa por uma das situações mais caóticas que enfrentou na vida. Tudo começou após a queda com o Rosario Central, onde esteve no início e no final da carreira.

José di Leo detalhou a doença degenerativa que o companheiro enfrenta: “São etapas muito diferentes e duras. Houve uma etapa onde ainda podia falar. Agora estamos em uma etapa em que é necessário forçá-lo a que ele diga alguma coisa, lembrando ou não. Quando estou com ele, acabo me machucando. Acabamos forçando tudo e não tem sentido. É muito difícil”, detalhou o histórico auxiliar técnico de Bauza.

Foto:Mauro Horita/AGIF | Bauza sofre com doença degenerativa

“Já superei essa etapa na qual ele me conhece ou não. Apenas quero que esteja tranquilo. Tudo surgiu quando parou de trabalhar. Começa a cair quando deixa o Rosario Central. Na parte técnica, estava intacto”,acrescentou o auxiliar ao lembrar quando tudo começou. Cabe lembrar que a última vez que ‘Patón’ Bauza treinou um time foi entre maio de 2018 e fevereiro de 2019. Até então, o sumiço do mundo da bola ainda não havia sido explicado dessa forma.

Ele foi além: “Me dá muita pena. Lembro que dizia que ia a trabalhar até os 68 anos, e eu, até os 64. Ele me dizia, o único que quero é ter uma casinha, uma piscina e uma churrasqueira para comer com os amigos. Me dá muita angústia que eu possa aproveitar e ele não. Isso me faz mal, mal. Ele não sabe o que está acontecendo e vive outra realidade. Às vezes digo: que injustiça, que pena”, finalizou Di Léo à Villa Trinidad.