A ausência de Leila Pereira no evento que marcou o anúncio do novo acordo de naming rights entre a WTorre e o Nubank, nesta sexta-feira (10), não foi um gesto político — mas sim consequência direta do modelo de gestão do estádio do Palmeiras. A informação é do colega Francisco De Laurentiis, da ESPN.
De acordo com o contrato de superfície firmado entre SEP e construtora, cabe à WTorre a negociação das propriedades comerciais da arena, incluindo os naming rights.
Como as tratativas com o banco digital foram conduzidas exclusivamente pela administradora, o entendimento interno é de que não havia necessidade de participação direta do Alviverde no evento — nem mesmo de convite formal à mandatária.
VOCÊ CONSIDERA O ACORDO DE WTORRE E NUBANK BENÉFICO PARA O PALMEIRAS?
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Ausência de Leila em evento de WTorre e Nubank foi considerada ‘protocolar’
Nos bastidores, a leitura é de que a ausência de Leila foi protocolar e coerente com a divisão de responsabilidades estabelecida em contrato. A própria presidente, segundo apuração, considera que não fazia sentido representar o Palmeiras em um anúncio conduzido integralmente pela parceira.
Apesar disso, o clima entre as partes segue positivo. Pessoas ouvidas pela ESPN classificam a relação entre clube e WTorre como “muito saudável”, e destacam que houve diálogo recente entre Leila e a CEO do Nubank no Brasil, Lívia Chanes, além de previsão de encontros com representantes da construtora.

Nubank depositará US$ 10 milhões por ano em contrato com WTorre para assumir os namings da arena do Palmeiras – Foto: Divulgação
Durante o evento, realizado no Parque Mirante, executivos fizeram questão de reforçar que o estádio segue sendo a “casa do Palmeiras”, mesmo com a mudança de naming rights — que encerra uma parceria de 13 anos com a Allianz.
Acordo benéfico ao Palmeiras e Nubank e adicionará o verde na identidade visual

Foto: gerada com auxílio de IA pelo Bolavip Brasil.
Outro ponto sensível tratado publicamente foi a identidade visual da arena. Tanto Nubank quanto WTorre prometeram cautela no uso da cor roxa, marca do banco, garantindo respeito à tradição verde do Palmeiras.
Internamente, o novo acordo é visto com bons olhos pela diretoria alviverde. Isso porque os valores envolvidos superam o contrato anterior, o que deve ampliar as receitas do Palmeiras — que, por contrato, tem direito a um percentual da negociação fechada pela WTorre.






