Palmeiras e São Paulo se enfrentam às 18h30 (de Brasília) deste sábado (24), na Arena Crefisa Barueri, pela quinta rodada do Campeonato Paulista. O clássico reúne duas equipes pressionadas por desempenho recente e promete clima intenso dentro e fora de campo.

Além disso, desde que assumiu o comando do Palmeiras, em outubro de 2020, o treinador Abel Ferreira construiu retrospecto dominante diante dos rivais estaduais, mas encontra no Tricolor um obstáculo recorrente.
Em 25 clássicos contra o São Paulo, Abel soma nove vitórias, dez empates e seis derrotas. O aproveitamento resulta em 1,48 ponto por jogo, o pior índice do técnico frente aos principais adversários paulistas desde sua chegada ao clube.
Números reforçam incômodo histórico do Tricolor
A comparação com Corinthians e Santos evidencia o contraste. Contra o Timão, Abel Ferreira registra 1,52 ponto por jogo em 21 partidas, com oito vitórias, oito empates e cinco derrotas.
Já diante do Santos, o desempenho é amplamente favorável. Em 14 jogos, o Palmeiras venceu 11 vezes e perdeu apenas três, alcançando 2,36 pontos por partida, o melhor rendimento do treinador português em clássicos estaduais.
O momento, porém, é de instabilidade. A goleada sofrida por 4 a 0 para o Novorizontino, na última terça-feira, representou a maior derrota do Palmeiras sob o comando de Abel.
Pressão externa e expectativa por resposta
A reação da torcida foi imediata. Na quarta-feira, o muro do Allianz Parque amanheceu pichado com a frase “Abel, acabou a magia?”, em um recado direto que expõe o clima de cobrança antes do clássico.
Em outras temporadas, Abel usou clássicos como ponto de virada em momentos de pressão. Agora, porém, reencontra justamente o adversário que mais o incomoda, devendo escalar um time próximo do ideal, com Vitor Roque entre os titulares e Felipe Anderson como opção no banco.