O Palmeiras concluiu nesta sexta-feira a venda do atacante Facundo Torres ao Austin FC e, mesmo com prejuízo, a avaliação interna é positiva. A diretoria entende que a operação foi bem conduzida diante do desempenho aquém do esperado em campo.

- Palmeiras x São Paulo: Saiba onde assistir ao clássico
- Palmeiras x São Paulo: vidente prevê equilíbrio no clássico paulista
O acordo foi fechado por 10 milhões de dólares, valor que será integralmente repassado ao Palmeiras. O clube havia investido 11 milhões de dólares para comprar 100% dos direitos do jogador junto ao Orlando City, em 2025, o que resultou em uma perda considerada mínima no balanço final.
Nos bastidores, a leitura é clara: diante do baixo rendimento técnico, a saída representa mais alívio do que frustração. A diretoria considerava improvável recuperar o investimento total, mas celebrou o fato de evitar um prejuízo mais pesado.
Desempenho abaixo do esperado pesou na decisão
Contratado com expectativa de protagonismo, Facundo nunca conseguiu se firmar como titular absoluto. Em 61 partidas pelo Palmeiras, marcou 10 gols e distribuiu 5 assistências, números vistos como modestos para o investimento feito e para o contexto competitivo do elenco.

SP – SAO PAULO – 22/11/2025 – BRASILEIRO A 2025, PALMEIRAS X FLUMINENSE – Facundo Torres jogador do Palmeiras durante partida contra o Fluminense no estadio Arena Allianz Parque pelo campeonato Brasileiro A 2025. Foto: Marcello Zambrana/AGIF
Internamente, o clube avalia que o atacante não conseguiu se adaptar ao modelo de jogo e perdeu espaço ao longo da temporada. A tendência era que o uruguaio começasse 2026 como opção de banco, cenário que também pesou na decisão de negociar.
A vontade do jogador também foi determinante. Facundo desejava mais minutos em campo para seguir no radar de Marcelo Bielsa, especialmente em ano de Copa do Mundo, e viu a MLS como uma oportunidade estratégica.
Venda abre espaço no elenco e no planejamento
Além do aspecto esportivo, a saída de Facundo Torres gera impacto direto na folha salarial. O atacante tinha vencimentos considerados elevados e sua liberação cria margem para o Palmeiras buscar um reforço de maior impacto no mercado.

Veja também
Jhon Arias ou Almada no Palmeiras? Vendas de Facundo Torres e Luighi viabilizam reforço de peso
A avaliação da diretoria é que, diante do contexto, a venda foi a melhor solução possível. O clube recupera quase todo o investimento, reduz custos e reorganiza o elenco sem carregar um ativo desvalorizado.
Assim, mesmo com prejuízo contábil, o Palmeiras entende que a operação foi correta. O fracasso dentro de campo foi mitigado por uma saída financeiramente controlada, algo tratado como vitória nos bastidores alviverdes.








