Desde que Abel Ferreira assumiu o comando técnico do Palmeiras, a situação mudou completamente, passando de coadjuvante em vários momentos para um constante favorito aos títulos. Se não bastasse ser considerado um dos melhores, ainda teve sucesso e erguer várias taças nos últimos anos, comprovando em campo a qualidade perante os demais.
Resta claro que tudo não são flores, tanto que em 2022 a Copa do Brasil e Libertadores “escaparam”, mas o Verdão ainda tem chances claríssimas de vencer o Campeonato Brasileiro e terminar de forma digna.Em entrevista ao “Buzz Talk”, o comandante palmeirense não escondeu qual situação o deixa mais irritado atualmente:
“O que eu fico p*** não é quando erram cruzamento ou perdem um gol. É quando tem que dividir a bola com tudo e tiram o pé. Quando tem que correr e não vai. O esforço. A parte física do esforço eu fico p***. A parte técnica não, pois tenho certeza que ele quer fazer bem. Não critico a decisão, o jogador quer fazer o melhor para ele e equipe. As questões do esforço, atitude, entregar tudo. É inegociável“, revelou o português, que também falou sobre as tentativas de Rony em marcar de bicicleta:

“Nunca falei (para o Rony) ‘para de fazer isso’ (dar bicicleta). Uma vez ele tinha que fazer o gol com o pé e foi com a cabeça no chão. Eu disse ‘como você lembrou de ir com a cabeça no chão?’. Ele disse ‘não diga nada, professor. Fui brincar com ele, pois sabia que queria fazer o gol. Na parte técnica, o cruzamento, o chute, são os jogadores (que fazem). Quando vem um erro técnico e tem vaia, eu digo para esquecer, pois o próximo lance é o mais importante. O jogador fica pensando no que aconteceu, remoendo na cabeça. Isso que não quero“, completou.
Por fim, Abel ainda falou sobre quando era jogador, até mesmo sendo convocado em Portugal por Felipão:“Ali eu já estava de olho em ser treinador. Tinha 27, 28 anos, mas já queria ser (treinador). E eu pensei: ‘tenho duas semanas para ver os melhores jogadores portugueses, o melhor treinador’. Várias pessoas me dizem que sempre andava com um bloco (de notas) atrás de todos. Sim, eu anotava tudo. Essa convocação veio e eu imaginei: ‘se conseguir jogar, será ótimo, se não, vou aprender com os melhores’. Esse foi meu intuito. E a verdade é que não joguei, treinei só, mas foram duas semanas de muito aprendizado”, relembrou, conforme publicou o portal Torcedores.





