Nesta segunda-feira (10), o Palmeiras enfrentou o Atlético-GO, em Goiânia e empatou em 1 a 1. O resultado não complica o Verdão em sua caminhada rumo ao hendecacampeonato, porém, a diferença sobre o segundo colocado, o Inter, caiu para de 12 para 10 pontos. Ao final da partida, o técnico Abel Ferreira abordou a dificuldade que o Brasileirão impõe.
“Para vocês verem o quanto difícil é, parece fácil, mas não é ganhar e pontuar fora. Tem a ajuda do seu terreno, público e quando não dá para ganhar é importante somar pontos. Hoje não foi nosso jogo mais inspirado, embora tenhamos entrado bem, mas dentro daquilo que as equipes produziram o resultado foi justo”, iniciou o comandante do Palestra.
Na sequência, Abel detalhou a partida: “Na análise que fizemos aqui da partida contra o Fluminense (vitória do Atlético-GO por 3 a 2), percebemos o quanto difícil seria aguentar essa equipe no segundo tempo, não sei se pela facilidade deles se adaptarem ao clima. Entramos bem no jogo, queríamos ganhar o jogo o mais rápido possível e definir o mais rápido e fomos perdendo rendimento, nosso nível. E não fizemos a partir dos 20 minutos um bom jogo até o final. Mas sei que é verdade que não merecíamos sair daqui derrotados, mas também não como uma vitória”, completou.
O Atlético-GO está na zona de rebaixamento e o técnico do Palmeiras foi indagado sobre a dificuldade do líder Palmeiras em superar uma equipe que briga para escapar da degola. O treinador foi enfático: “Tu queres olhar para uma equipe que briga para não cair, mas olho para uma equipe semifinalista da Sul-Americana. Uma equipe que vira 2 a 0, alguma coisa tem que ter. Tem um treinador novo, a motivação de seus jogadores , o fato de jogar na sua casa com esse clima que é duro, o Weverton e os jogadores tinham avisado sobre isso, hoje não deu para mais que isso. Há um demérito nosso, mas também mérito do adversário. Tem uma equipe experiente, bem montada e o fato de jogar a Sul-Americana lhe tirou tempo e frescura para jogar. Na minha opinião, é uma equipe para estar lá em cima”, rebateu o treinador.
Para finalizar a entrevista, a situação da joia da Academia, Endrick, foi abordada. De maneira suscinta, Abel expôs o que pensa sobre acionar o jovem craque: “Já falei muito sobre o Endrick, é preciso ter cuidado. Vocês sempre perguntam, vocês viram a ansiedade que ele entrou para fazer um gol. Está treinando conosco, precisamos ter paciência e vai entrar quando eu quiser entender que será necessário”, finalizou.





