Após os áudios de Paulo Paixão virem à tona, o coordenador de preparação física pediu demissão do Inter, mas o clima entre o elenco Colorado acabou ficando prejudicado. Paixão chegou a fazer críticas tanto ao grupo à disposição de Aguirre, quanto a jogadores específicos. Como a situação reverberou em seus jogadores, o técnico uruguaio precisou conversar com o grupo.
A movimentação de Aguirre aconteceu no intuito de fechar as feridas abertas, principalmente com os atletas citados no áudio vazado, como Boschilia, que foi chamado de “enganador”, assim como Cuesta, Rodrigo Dourado e Patrick, que segundo o ex-integrante da comissão técnica, devem ser negociados. Contudo, o técnico fez uma reunião com o grupo expos o que pensa sobre o caso, assim como seus assistentes. Tais jogadores citados, tiveram uma conversa particular com o treinador. Para Boschilia, o papo reservado com o chefe foi para assegurar que Aguirre acredita no trabalho do pupilo.
Segundo apuração do Globoesporte.com, na reunião com seus jogadores, Aguirre declarou que tinha apreço por Paixão e mantinha respeito pelo profissional, mas que seu pensamento era distinto do agora ex-companheiro. Disse que existia um contexto na conversa do histórico preparador com o amigo ao qual ele não conhecia, mas lamentou o ocorrido. A conversa teve como base a confiança, bem como, o desconforto que o técnico sentiu com a situação.
Na reta final da temporada, o posicionamento de Aguirre serviu como gancho para que o Colorado promova outra reação e suba em seu rendimento, algo que, segundo o treinador, já foi feito em outro momento. Inclusive, a confiança no grupo foi destacada pelo uruguaio, como sua principal aposta para que o Inter consiga a vaga na Libertadores.





