O Brasileirão Feminino Série A2 de 2026 terá início no dia 14 de março com duas novidades confirmadas. Pérolas Negras, do Rio de Janeiro, e UDA-AL, de Alagoas, disputarão a competição nacional. As equipes herdaram vagas deixadas por Vitória (BA) e Mixto (MT). Os dois clubes subiram para a elite após desistências na Série A1. A mudança impactou diretamente a organização da segunda divisão.

Taça do Brasileirão A2. Foto: Maurícia da Matta/CBF
Taça do Brasileirão A2. Foto: Maurícia da Matta/CBF

Vitória e Mixto conquistaram acesso à Série A1 após as desistências de Real Brasília e Fortaleza. Com isso, abriu-se espaço na Série A2 para equipes com melhor campanha na Série A3. O Pérolas Negras celebrou o feito nas redes sociais. “A Academia Pérolas Negras está na Série A2 do Campeonato Brasileiro Feminino. As #JoiasRaras conquistam pela primeira vez o acesso na competição nacional!”, publicou o clube. A vaga representa marco histórico para a equipe carioca.

A UDA, de Alagoas, também confirmou presença na Série A2 após a reorganização promovida pela CBF. O clube alagoano comemorou de forma direta nas redes sociais. “Vamos por mais!”, escreveu a equipe ao anunciar a participação na competição. O acesso amplia a representatividade do Nordeste no cenário nacional. A presença da UDA reforça o crescimento do futebol feminino na região. A expectativa é de evolução esportiva e estrutural.

Futebol Feminino. Foto: Pedro Zacchi/AGIF

Lista de clubes participantes da Série A2

A Série A2 contará com 16 equipes em 2026. Estão confirmados Minas Brasília, Taubaté, Vasco, Avaí/Kindermann, Ação-MT, Itacoatiara, Paysandu e Rio Negro-RR. Completam a lista Sport, 3B da Amazônia, Itabirito, Vila Nova, Doce Mel, Atlético Piauiense, Pérolas Negras e UDA-AL. Todas as equipes têm vaga garantida na Copa do Brasil Feminina. O torneio mantém abrangência nacional.

A competição terá início em 14 de março e está prevista para encerrar no dia 19 de setembro. O número de datas aumentou de 13 para 21 ao longo da temporada. Com isso, o total de jogos saltou de 70 para 134 partidas. As datas-base das rodadas serão às quartas-feiras e aos sábados. A ampliação busca dar mais regularidade às equipes.

O Brasileirão Feminino A2 terá turno único e grupo único na primeira fase. Ao fim da etapa inicial, quatro clubes conquistam acesso à Série A1. Dois times serão rebaixados para a Série A3. O novo formato busca equilíbrio técnico e maior competitividade. A definição dos classificados ocorre em fase decisiva. A estrutura segue alinhada ao calendário nacional.

Reajuste financeiro e impacto esportivo

As cotas destinadas aos clubes participantes foram reajustadas pela CBF. Cada equipe receberá R$ 360 mil na primeira fase, valor 2,4 vezes maior que o anterior. O aumento representa avanço importante no financiamento da modalidade. A expectativa é de melhores condições de trabalho e planejamento. O cenário reforça a profissionalização do futebol feminino brasileiro.