O técnico Arthur Elias indicou que a Seleção Brasileira feminina deve ampliar o leque de adversários ao longo do ciclo até a Copa do Mundo de 2027. A declaração foi feita neste domingo (25), durante o evento de lançamento da identidade visual do Mundial. Para o treinador, enfrentar seleções de diferentes continentes faz parte do processo de evolução da equipe. O objetivo é expor o Brasil a variados estilos de jogo. A estratégia busca elevar o nível competitivo da Seleção.

- Marta diz que Brasil está pronto para a Copa do Mundo Feminina
- Copa do Mundo Feminina 2027 mantém formato com 32 seleções
Segundo Arthur Elias, o planejamento da comissão técnica prevê confrontos com equipes da América do Norte, África e Europa. O treinador reconheceu que o calendário europeu impõe dificuldades para a realização desses amistosos. Muitas seleções do continente estão envolvidas em competições oficiais durante as Datas Fifa. Ainda assim, a busca por adversários de alto nível segue como prioridade. A diversidade de enfrentamentos é vista como essencial para o crescimento da equipe.
Arthur Elias explicou que ampliar o número de seleções enfrentadas permite à Seleção Brasileira lidar com diferentes propostas de jogo. O treinador citou equipes que historicamente oferecem desafios importantes ao Brasil. Para ele, circular entre estilos distintos contribui diretamente para o desenvolvimento coletivo. O processo também ajuda na preparação para grandes competições internacionais. “A gente vai enfrentar seleções europeias, o México, uma seleção africana. A gente precisa ampliar esse leque. O próprio Canadá é uma seleção que faz tempo que a gente não joga, jogava muito historicamente e é de alto nível. É importante circular com outros estilos de jogo”, explicou.

Brasileirão Feminino A1. Foto: Mauro Horita/Divulgação CBF
Retorno de jogadoras ao Brasil amplia opções
Além da Finalíssima já prevista no calendário, Arthur Elias revelou o interesse em enfrentar ao menos mais uma seleção europeia. O treinador destacou que as negociações são complexas devido às agendas oficiais do continente. Mesmo assim, reforçou que o enfrentamento com equipes europeias é considerado estratégico. A Seleção avalia as possibilidades dentro das janelas disponíveis.
“Existe dificuldade para marcar jogos contra seleções europeias porque elas têm calendário oficial. Muitas vezes, na Data Fifa, não é possível marcar porque elas estão disputando competições oficiais. Mas nos interessa sim enfrentar, além da Finalíssima, pelo menos mais uma seleção europeia”, completou.
Arthur Elias também comentou sobre o retorno de jogadoras brasileiras ao futebol nacional e como isso impacta a Seleção. Para o treinador, a diversidade de trajetórias fortalece o ambiente competitivo. Ele destacou que as atletas seguem motivadas e focadas em alcançar a Seleção Brasileira. O crescimento do Brasileirão Feminino amplia o leque de opções observadas pela comissão técnica.
“Todas elas estão com expectativa muito alta, se dedicando para chegar bem à Seleção. A gente tem muitas opções. Cada jogadora toma sua decisão dentro do que acha melhor para a carreira”, afirmou.
O técnico ressaltou a evolução do Campeonato Brasileiro Feminino, citando o aumento do equilíbrio e da competitividade. Segundo Arthur Elias, os duelos têm sido mais disputados e com maior alternância de placares. Ele reforçou que a Seleção acompanha atletas independentemente da liga em que atuam. A escolha do caminho profissional cabe às jogadoras. “Eu vejo o Campeonato Brasileiro cada vez mais forte, mais nivelado, com muitos duelos e alternância de placares. Independentemente de onde a atleta jogar, ela será observada pela Seleção Brasileira. Elas sabem disso e escolhem o que é melhor para elas, sem nenhuma interferência nossa”, disse.

Veja também
Fifa lança marca da Copa do Mundo Feminina 2027 no Brasil em evento no Rio
Jogadoras experientes fortalecem a competição nacional
Por fim, Arthur Elias destacou que o retorno de atletas experientes ao Brasil contribui diretamente para o fortalecimento do campeonato. Segundo o treinador, a presença dessas jogadoras aumenta o interesse do público e da mídia. O impacto vai além do campo e reflete no crescimento estrutural da competição. O cenário é visto como positivo para todo o futebol feminino nacional. “Ter grandes jogadoras, conhecidas, ajuda o Campeonato Brasileiro, traz torcedor, traz mídia e fortalece a competição”, concluiu.








