No último sábado (7), o Palmeiras Feminino venceu o Corinthians, em Barueri, e conquistou o título da Supercopa do Brasil. Após a decisão, a presidente Leila Pereira foi questionada sobre a quantidade reduzida de jogos da equipe no Allianz Parque. A dirigente explicou os motivos que levam o clube a mandar a maioria das partidas fora da capital paulista.

Segundo Leila, para que o futebol feminino atue no Allianz Parque, o clube precisa arcar com custos que não existem nas partidas do masculino. Ela ressaltou que as receitas geradas pela modalidade ainda não são suficientes para cobrir esses valores. “Para jogar no Allianz Parque o futebol feminino, temos que pagar. Nós não temos custo no masculino”, afirmou a mandatária.
A presidente detalhou ainda que o retorno financeiro do futebol feminino é limitado, especialmente pela ausência de contratos robustos de transmissão. “No feminino, temos que pagar, e os valores são relevantes para a receita que não é muito grande no futebol feminino. A gente não recebe da TV, das transmissões. A gente recebe da CBF em caso de títulos”, completou.
Valorização passa por maior visibilidade na mídia
Diante desse cenário, Leila explicou que o clube precisa priorizar a saúde financeira antes de pensar em ampliar o número de jogos no estádio principal. “Então precisa melhorar a parte financeira para começar a pensar em mandar jogos no Allianz Parque”, disse. A dirigente reforçou que a escolha por Barueri envolve também estrutura adequada e logística favorável.
Ao comentar a presença de público no estádio do interior, a presidente destacou o papel do torcedor na valorização da modalidade. “O torcedor do Palmeiras tem que ir onde o Palmeiras está. Aqui em Barueri, um estádio que reformamos, está espetacular. E tem muitos palmeirenses na região. É uma questão da cultura de valorização do futebol feminino”, explicou.
Além disso, Leila cobrou maior apoio das emissoras na divulgação da categoria, especialmente em relação aos horários das partidas. Para ela, a exposição midiática é essencial para ampliar o interesse do público e atrair investimentos. A dirigente defendeu uma mudança na forma como os jogos são posicionados na grade televisiva.
Dirigente cobra melhores horários para transmissões
“Essa valorização do futebol feminino parte do investimento que nós estamos fazendo, da divulgação das emissoras. Eu preciso muito da parceria da Globo, com investimento e maior visibilidade, melhores horários para o futebol feminino, não colocar a gente às 8h30, 9h30 da noite, é complicado também”, concluiu a presidente alviverde.