A edição de 2026 do Brasileirão Feminino A1 chega com mudanças estruturais importantes. Além do aumento no número de partidas, a competição terá reforço financeiro direto aos clubes participantes. Cada equipe receberá uma cota fixa de R$ 720 mil pela participação na primeira fase. O valor pode aumentar conforme a exposição televisiva ao longo do torneio. A medida foi confirmada pela CBF no regulamento oficial.

O modelo de premiação também foi ampliado para a temporada de 2026. A equipe campeã do Brasileirão Feminino A1 vai faturar R$ 2 milhões. O clube vice-campeão receberá R$ 1 milhão ao final da competição. Duas equipes serão rebaixadas para a Série A2. A data-base da final está marcada para o dia 4 de outubro.
Entre as novidades anunciadas pela CBF está a garantia de transmissão de todos os jogos do campeonato. A entidade também confirmou o uso de ferramentas de análise de desempenho. Outro ponto destacado é o custeio de viagens para atletas lactantes acompanhadas de seus filhos. A medida havia sido anunciada no ano passado e agora passa a constar no regulamento. A iniciativa busca ampliar o suporte às jogadoras.
Contratos profissionais passam a ser obrigatórios
O regulamento do Brasileirão Feminino A1 também prevê mudanças a médio prazo. A partir da temporada de 2027, todas as jogadoras deverão ter contrato profissional. A exigência faz parte do processo de profissionalização da modalidade no país. A CBF reforça o compromisso com melhores condições de trabalho. A regra já foi oficializada para as próximas edições.
O Brasileirão Feminino A1 de 2026 será disputado por 18 clubes. Participam as 14 equipes mais bem colocadas da Série A1 de 2025 e as quatro melhores da Série A2. A competição terá quatro fases: primeira fase em turno único, quartas de final, semifinais e final. Os oito melhores avançam ao mata-mata. Os dois últimos da fase inicial serão rebaixados.
Os critérios de desempate variam de acordo com a fase da competição. Na primeira fase, são considerados o número de vitórias, saldo de gols e outros indicadores técnicos. Já no mata-mata, o regulamento prevê disputa por pênaltis em caso de igualdade. O uso do VAR está previsto na competição. A CBF também estabeleceu exigências mínimas de estádios para os jogos.
Vagas na Libertadores e regras gerais
O campeão do Brasileirão Feminino A1 de 2026 garante vaga na Libertadores Feminina de 2027. O vice-campeão também assegura presença na competição continental e na Supercopa Feminina. Cada clube poderá inscrever até 50 atletas, com prazo até 27 de agosto. O regulamento ainda define normas sobre logística, registros, transferências e direitos comerciais. Todas as regras foram estabelecidas pela CBF.