A Fórmula 1 estreou algumas alterações no regulamento no GP de Miami do último final de semana. E mais mudanças podem ocorrer num futuro próximo no Campeonato Mundial de Pilotos. Segundo informações do portal The Race, a categoria estuda a redução do downforce para o ano que vem.
O movimento é proporcionado pela aerodinâmica que gera uma força vertical sobre a carroceria do carro, o empurrando para o asfalto. O downforce alto dificulta ultrapassagens, aumentando a aderência dos pneus e a velocidade nas curvas.
O objetivo é uma redução de energia nos automóveis em prol de um gerenciamento mais simples de bateria. A FIA compreende que as modificações podem favorecer o sistema híbrido e melhorar a eficiência. Por outro lado, o nível de aderência pode ser prejudicado, com uma tendência de carros mais lentos.
As novas mudanças no regulamento favorecem a Fórmula 1?
As novas mudanças no regulamento favorecem a Fórmula 1?
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Downforce da Fórmula 1 prejudica pilotos, segundo dirigente da FIA
Outra preocupação que acentua uma necessidade de mudança é o desgaste nos pneus por excesso de carga aerodinâmica. A intenção é amenizar possíveis riscos de segurança por conta do limite da carga dos monopostos.
Para o diretor da FIA, Nikolas Tombazis, o excesso de downforce atual em que os carros grudam no solo é prejudicial para o nível de disputa. Na visão do dirigente, a capacidade de ataque dos pilotos acaba limitada.

MIAMI, FLORIDA – MAY 03: Race winner Andrea Kimi Antonelli of Italy and Mercedes AMG Petronas F1 Team celebrates on the podium during the F1 Grand Prix of Miami at Miami International Autodrome on May 03, 2026 in Miami, Florida. (Photo by Peter Fox/Getty Images)
“As equipes encontraram um pouco mais de downforce do que esperávamos, e, portanto, a energia recuperada durante a frenagem é um pouco menor. Então, temos um desafio um pouco maior do que gostaríamos“, declarou.
Quais as mudanças promovidas pela F1 em 2026?

Infográfico sobre o tema da matéria – Foto: gerada com auxílio de IA pelo Bolavip Brasil
A iniciativa ocorreu principalmente por interesse dos pilotos, que protestaram diante da “artificialidade” nas disputas motivada pelo excesso de gerenciamento de energia nos carros. Além disso, a necessidade da segurança aos pilotos na aceleração durante as tentativas de ultrapassagem também foi prioridade.
Segundo o GE, entre as alterações no regulamento que entraram em prática em Miami estão a redução da quantidade máxima de recarga de 8 para 7 megajoules (MJ) no treino de classificação. Já o aumento da potência do superclipping (carregamento de bateria com a parte elétrica do carro) passa a ter um teto de 150 kW durante as corridas.
Por fim, foi desenvolvido um sistema de identificação de carros com aceleração baixa nas largadas e o aumento da temperatura dos pneus intermediários nas corridas com chuva. A recuperação de energia foi reduzida, além das luzes traseiras simplificadas.






