A convocação de Neymar para a Copa do Mundo de 2026 ganhou repercussão internacional após críticas publicadas pelo jornal britânico The Guardian. Em artigo assinado pelo jornalista Jonathan Wilson, o veículo afirmou que o Brasil demonstra “desespero para ter seu próprio Messi” ao manter o camisa 10 como peça central da Seleção.
O texto destaca que Carlo Ancelotti teria feito uma escolha baseada mais em simbolismo do que em desempenho recente. O jornal classifica a convocação como um “ato de fé” e afirma que “nada na forma de Neymar justifica sua convocação”, levantando dúvidas sobre a condição física do atacante após temporadas marcadas por lesões.
Segundo a análise, o Brasil passou anos tentando transformar Neymar em uma resposta direta a Lionel Messi. O artigo afirma que isso criou uma “cultura de dependência” dentro da Seleção e critica a pressão colocada sobre o jogador desde sua estreia pela equipe principal ainda muito jovem.
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Comparação com Messi aumenta questionamentos sobre o Brasil
Ao comparar os dois craques sul-americanos, o jornal lembra que Messi chegou à Copa de 2022 liderando uma Argentina campeã da Copa América e vivendo estabilidade coletiva. Já Neymar, segundo o texto, chega ao Mundial em cenário oposto, cercado por incertezas físicas e sem a mesma confiança construída pela seleção argentina antes do título.
Em um dos trechos mais fortes da publicação, o autor afirma que “um país inteiro havia perdido a cabeça, transformando Neymar em um jogador que ele simplesmente não era”. A análise ainda sugere que Ancelotti pode ter cedido a “exigências políticas” ao manter o atacante entre os convocados, aumentando a pressão sobre a Seleção na busca pelo hexacampeonato.

Neymar no Santos. Foto: Miguel Schincariol/Getty Images
Convocação de Neymar
A convocação de Neymar para a Copa do Mundo de 2026 dividiu opiniões entre torcedores, ex-jogadores e parte da imprensa esportiva. Enquanto muitos defendem a experiência e o peso do camisa 10 em grandes torneios, outros questionam se o atacante ainda consegue manter o nível físico necessário para disputar uma competição tão intensa.
As críticas aumentam principalmente pela dificuldade de Neymar em ter sequência dentro de campo nos últimos anos. Desde 2023, o atacante convive com lesões frequentes, longos períodos afastado e pouca regularidade em alto nível.






