A Seleção Brasileira volta a campo nesta quinta-feira (24), diante do Chile, pela penúltima rodada das Eliminatórias da Copa do Mundo, com sensação de parte do dever cumprido. Por conta da classificação precoce ao Mundial que será disputado no Catar, entre novembro e dezembro deste ano, a Canarinho agora só precisa cumprir tabela e testar jogadores.

Olhando além dos jogos recentes, houve todo um ciclo desde a eliminação na Copa do Mundo anterior, em 2018, quando a Bélgica bateu o Brasil por 2 a 1 e tirou a seleção Amarelinha do torneio logo nas quartas de final. Desde então, um novo caminho foi trilhado com quase quatro anos de caminhada.

No ciclo, que contempla o período de tempo entre uma Copa do Mundo e outra, a equipe treinada por Tite já disputou 44 partidas, divididas em amistosos, ao todo 16 entre 2018 e 2019, além de duas Copas América, em 2019 e 2021, a primeira com título brasileiro, com 13 jogos entre os dois torneios; e as partidas pelas Eliminatórias, até aqui, 15 ao todo, de 18 totais.

No período, foram 31 vitórias, 10 empates e três derrotas; 89 gols marcados e 17 sofridos. Apesar do impressionante aproveitamento de 78%, ainda há questionamentos e críticas em relação ao trabalho de Tite. Na reta final visando a Copa, o Brasil abre 2022 com um panorama mais claro sobre quem devem ser os jogadores mais importantes do elenco e que devem estar no Mundial.

Confira o top-3 do ciclo entre quem mais atuou, mais fez gols e mais deu assistências:

Mais partidas:

1º: Marquinhos - 38 jogos 

O zagueiro foi o principal jogador de Tite neste período de quatro anos, tendo sido titular em todas as partidas. Antes reserva na Copa do Mundo de 2018, o defensor agora chega como grande referência da posição, ao lado de Thiago Silva, para 2022.

2º: Casemiro, Gabriel Jesus e Richarlison - 32 jogos cada

O trio foi a espinha dorsal da equipe, especialmente até 2020. A partir daí, os atacantes oscilaram e viram outros concorrentes ganharem a vaga. Na convocação atual, Gabriel Jesus ficou ausente pela primeira vez desde a chegada de Tite à Seleção Brasileira.

3º: Roberto Firmino - 30 jogos

Titular no começo do ciclo, o atacante do Liverpool oscilou durante o período entre as Copas do Mundo e passou por momentos no banco de reservas da Seleção, especialmente a partir de 2021. Ele também não foi chamado por Tite neste mês de março

Mais gols:

1º: Neymar - 13 gols

Apesar de não ter participado de tantas partidas quanto os principais destaques da Seleção, especialmente por conta de seguidas lesões, o camisa 10 se garantiu no topo com mais bolas na rede desde o Mundial de 2018. Com 26 partidas, Neymar tem média de um gol a cada duas partidas no período.

2º: Richarlison e Roberto Firmino - 10 gols cada

Postulantes a uma vaga no comando de ataque do Brasil, os dois alternaram momentos de confiança na posição, mas ninguém chegou a efetivamente ser o dono da camisa 9. Campeões da Copa América em 2019, ambos marcando na decisão, e vices para a Argentina em 2021, são atacantes de características diferentes.

3º: Gabriel Jesus - 8 gols

Mesmo sem balançar as redes com a camisa da Seleção há quase três anos, o atacante do Manchester City ainda integra o top-3. Desta vez, com o agravante de viver sua pior fase goleadora na carreira – apenas cinco gols na temporada atual, e fora da lista de Tite pela primeira vez.

Mais assistências:

1º Neymar - 18 assistências

Líder absoluto no ranking, o craque da Seleção Brasileira é, também, um dos jogadores que mais deram passe para gol, contando todas as nacionalidades, desde o Mundial da Rússia. Ele lidera o quesito nas Eliminatórias, e também foi vice-líder na Copa América de 2021. 

2º: Gabriel Jesus - 6 assistências

Se a escassez de gols é um problema, não dá para dizer que Jesus não se doa pelo time. Na mesma proporção em que as bolas pararam de entrar, o atacante passou a ajudar nos passes finais. A característica também tem sido vista no City, já que o camisa 9 é o líder em passes para gol do time na atual edição da Premier League.

3º: Renan Lodi - 5 assistências

Marcado pela falha na final da Copa América de 2021 contra a Argentina, o lateral-esquerdo do Atlético de Madrid encantou Tite e Simeone por conta do potencial ofensivo que tem. Se existe um motivo para ele estar na disputa por uma vaga no Mundial, certamente ele se dá pela sua facilidade em encontrar os companheiros em cruzamentos e passes rasteiros para a área.