Jogos de Hoje
Siga o canal do Bolavip no WhatsApp
Reportagem Especial

Onde a Seleção Brasileira ainda fica atrás das potências europeias

Mesmo entre as cinco melhores do ranking, a Seleção Brasileira ainda enfrenta desvantagens diante das potências europeias em mata-matas, organização tática, intensidade física e estrutura

Retrospecto recente escancara diferença nos momentos decisivos

A Seleção Brasileira carrega cinco estrelas no peito e uma história que atravessa gerações, mas quando o assunto é enfrentar europeus em mata-mata de Copa do Mundo, o passado recente pesa.

Onde a Seleção Brasileira ainda fica atrás das potências europeias b- Foto Marlon CostaAGIF
Onde a Seleção Brasileira ainda fica atrás das potências europeias b- Foto Marlon CostaAGIF

O Brasil não vence uma seleção do Velho Continente em fase eliminatória desde a final de 2002. De lá para cá, as quedas foram doloridas e quase sempre marcadas por dificuldades para reagir quando o jogo sai do controle.

Nas últimas quatro eliminações em Mundiais contra europeus, o saldo é preocupante. Foram 15 gols sofridos e apenas três marcados. Não é apenas uma questão de resultado, mas de como esses jogos se desenrolaram. Em muitos deles, a sensação foi de que o adversário soube controlar o ritmo emocional e tático da partida melhor do que o Brasil.

PUBLICIDADE
RJ – TERESOPOLIS – 03/09/2025 – BRASIL, TREINO NA GRANJA COMARY – Luiz Henrique jogador da Selecao Brasileira durante treino na Granja Comary em Teresopolis (RJ), nesta quarta-feira (3). A equipe se prepara para enfrentar o Chile pelas Eliminatorias da Copa do Mundo 2016. Foto: Marlon Costa/AGIF

RJ – TERESOPOLIS – 03/09/2025 – BRASIL, TREINO NA GRANJA COMARY – Luiz Henrique jogador da Selecao Brasileira durante treino na Granja Comary em Teresopolis (RJ), nesta quarta-feira (3). A equipe se prepara para enfrentar o Chile pelas Eliminatorias da Copa do Mundo 2016. Foto: Marlon Costa/AGIF

Talento individual ainda supera a engrenagem coletiva

O futebol brasileiro segue sendo reconhecido pelo improviso, pelo drible e pelo brilho individual. Isso nunca deixará de ser uma virtude. O problema é que, hoje, as principais seleções europeias jogam como sistemas quase automáticos.

A Seleção Espanhola de Futebol, por exemplo, líder recente do ranking da FIFA, é símbolo de um modelo que prioriza ocupação de espaços, compactação e leitura coletiva de jogo.

PUBLICIDADE

Enquanto isso, o Brasil ainda oscila entre propostas. Em vários momentos, depende mais de lampejos individuais do que de uma engrenagem consolidada. A disciplina tática, principalmente sem a bola, costuma ser o diferencial nos grandes confrontos, e é justamente aí que a distância aparece com mais clareza.

Intensidade física virou regra na elite

Outro ponto sensível está na intensidade. O futebol europeu se acostumou a jogar 90 minutos em ritmo alto, com pressão coordenada e recuperação imediata após a perda da posse. Atletas formados ou consolidados nesse ambiente suportam melhor jogos fisicamente exigentes, algo que tem pesado em Copas recentes.

No Brasil, o calendário fragmentado, as longas viagens e a instabilidade estrutural impactam diretamente a preparação. Ainda que muitos jogadores brasileiros atuem na Europa, a base formativa e a cultura competitiva nem sempre acompanham o mesmo padrão de exigência desde as categorias inferiores.

PUBLICIDADE

Estrutura e tecnologia ampliam a vantagem europeia

A diferença também passa por investimento e tecnologia. Centros de treinamento de ponta, análise de desempenho em tempo real e recursos como tecnologia de linha do gol já são padrão nas principais ligas europeias. O uso de dados para tomada de decisão virou rotina, da base à seleção principal.

Vampeta pede retorno de Endrick na Seleção Brasileira e detona Dorival Júnior: “Arrebentou com ele”

Veja também

O Brasil avançou nos últimos anos, mas ainda enfrenta limitações financeiras e estruturais para implementar ferramentas no mesmo nível. A consequência aparece nos detalhes, justamente aqueles que definem partidas equilibradas.

Atualmente na quinta posição do ranking da FIFA, a Seleção tenta reduzir essa distância sob o comando de Carlo Ancelotti, apostando em amistosos contra rivais como Seleção Francesa de Futebol e Seleção Croata de Futebol.

PUBLICIDADE

Confira nossas últimas notícias no Google News

LEIA TAMBÉM
Torcidômetro: participe e concorra a camisas do seu time toda semana
Futebol

Torcidômetro: participe e concorra a camisas do seu time toda semana

Cruzeiro decide contratar atacante de peso da Europa em julho
Cruzeiro

Cruzeiro decide contratar atacante de peso da Europa em julho

Arrascaeta chama a responsa nos bastidores e cobra jogadores do Flamengo
Flamengo

Arrascaeta chama a responsa nos bastidores e cobra jogadores do Flamengo

Sem Tiquinho Soares, Coritiba quer Pedro Raul, do Corinthians
Corinthians

Sem Tiquinho Soares, Coritiba quer Pedro Raul, do Corinthians

CONTINUE ANTENADO NO FUTEBOL
Receba as últimas novidades em sua caixa de e-mail

O registro implica a aceitação do Termos e Condições

+18 | Jogue com responsabilidade | Aplicam-se os Termos e Condições | Conteúdo Comercial

Better Collective Logo