Falta pouco menos de um mês para a Copa do Mundo FIFA no Qatar e a expectativa está em alta para que a Seleção Brasileira finalmente possa quebrar um tabu de 20 anos e volte a conquistar um título no Mundial. E na luta pelo Hexa, a equipe canarinho pode encontrar no passado inspiração. E com base em um levantamento do FIFA+, selecionamos oito curiosidades da campanha da Copa de 1994, que culminou no tetra para o Brasil.
1. Mudança de capitão

O Brasil tem histórico de ter mais de um capitão comandando a Seleção. Mas em 1994, Raí deu início a campanha do tetra como o líder da equipe dentro das quatro linhas, porém acabou perdendo não apenas a braçadeira de capitão, mas a vaga de titular na equipe comandada por Parreira. O técnico optou por Mazinho no time titular e confiou a Dunga a função de capitão. O que acabou sendo uma surpresa já que havia a expectativa de que Jorginho que havia capitaneado a Seleção em diversas ocasiões, recebesse a missão. Dunga acabou se destacando como um dos mais emblemáticos capitães da história das Copas.
2. Dupla Poderosa
Ah, o futebol brasileiro e seus tempos de ouro…
Em 1999, Bebeto e Romário eram as estrelas do clássico entre Botafogo e Flamengo.
Na época, a resenha da dupla do Tetra aconteceu via celular tijolão (��) e já esquentou o clima para um jogo de muitos gols… ⚽️ pic.twitter.com/Bi9lcC0zA5
— Museu do Fogão �� (@MuseuBFR) August 20, 2021
A campanha do tetra contou com uma dupla imbatível, Bebeto e Romário. Com os dois em campo, o Brasil disputou 23 partidas e não perdeu nenhum deles, sendo 17 vitórias e seis empates. Mas os números da dupla não param por aí, juntos eles acumularam 33 gols em toda campanha, sendo oito na Copa de 1994.
3. Seleção Subestimada

As convocações costumam render grande polêmica. E Parreira não fugiu das críticas, durante as suas convocações deixou de fora atletas como Roberto Carlos, Rivaldo, Edmundo e Evair durante o ciclo que antecedeu a Copa. Outro detalhe é que a equipe enfrentou uma campanha difícil nas Eliminatórias, além de uma série de problemas com contusões. Diante desse cenário caótico, era comum que a confiança do torcedor ficasse abalada, porém uma pesquisa realizada em São Paulo na véspera do torneio, mostrou mais que isso, de acordo com o levantamento apenas 10% dos brasileiros acreditavam que a Seleção seria campeã em 1994.
4. Zaga Surpreendente

Se a Seleção Brasileira surpreendeu de modo geral, a dupla de zaga da campanha de 1994 também. Aldair e Márcio Santos, que acabaram formando uma das melhores duplas de zaga da história da Seleção, ao menos postulavam entre os favoritos de Parreira. O treinador tinha ao menos cinco zagueiros na frente em sua ordem de preferência. Júlio César deixou a equipe após um desentendimento, Válber foi dispensado por indisciplina, Mozer e Ricardo Gomes foram cortados depois de serem convocados para o Mundial e Ricardo Rocha sofreu uma lesão na estreia do Brasil contra a Rússia.
5. Paredão

Dupla de zaga bem sucedida e Taffarel no gol, os adversários da Seleção Brasileira tiverem trabalho para vazar a equipe canarinho. Nos jogos disputados na Califórnia, o Brasil ficou oito horas sem ser vazado. Foram cinco jogos sem sofrer gols. Os gols sofridos pelo Brasil foram contra a Suécia, em Michigan e contra a Holanda no Texas.
6. Romário e o chute de bico

Romário marcou nada menos que quatro gols com seu inconfundível chute de bico na Copa dos Estados Unidos. Dentre eles dois foram marcantes, sendo uma finalização da entrada da área no canto esquerdo da meta sueca e um lindo sem-pulo contra a Holanda.
7. Gol mais rápido
Hoje é dia de celebrar o aniversário do nosso Camisa 11 do TETRA. Parabéns, Romário! ��⚽����
Foto: CBF pic.twitter.com/H9atoZXo33
— CBF Futebol (@CBF_Futebol) January 29, 2022
E foi dos pés de Romário que saiu o gol mais rápido da Seleção Brasileira na Copa de 1994. O Baixinho marcou após 26 minutos de jogo. Segundo o levantamento da FIFA, – nunca havia demorado tanto para uma equipe campeã do mundo registrar um gol em uma das suas partidas.
8. Kamikazes ou Kawasakis

As vezes o clima nos bastidores de partidas importantes fica tenso. E assim ocorreu no vestiário do Rose Bowl. Ansiosos com a final, os atletas se reuniram para rezar, após o momento os atletas permaneceram de mãos dadas, Ricardo Rocha tentou acalmar os companheiros com uma mensagem de ânimo. “Lutamos muito e chegamos aqui – vamos fazer como aqueles japoneses, os kawasakis”, bradou, confundindo os kamikazes, famosos pilotos japoneses da Segunda Guerra, com a empresa fabricante de motocicletas!





