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Seleção Brasileira

“A grande maioria tem mágoa”; Casagrande abre o jogo e expõe problemas de campeões da Seleção com o Rei Pelé

Casagrande ainda recordou uma crítica feita por Romário ao Rei Pelé

Foto: Reprodução / Canal Youtube UOL | Casagrande
Foto: Reprodução / Canal Youtube UOL | Casagrande

O velório de Pelé foi marcado pela ausência de campeões mundiais da Seleção Brasileira, apenas os volantes Clodoaldo (1970), Mauro Silva (1994) estiveram na Vila Belmiro para se despedir e fazer uma homenagem presencial ao Rei Pelé. A situação geral duras críticas entre torcedores e jornalistas que viram a postura dos jogadores e ex-jogadores da Seleção como desrespeitosa tendo em vista o legado de Pelé para o futebol nacional e internacional, principalmente com a Seleção Brasileira.

Muitos se questionaram sobre o que motivou a ausência dos jogadores da canarinho, no velório da maior atleta de todos os tempos a passar pela Seleção. Para Walter Casagrande, a mágoa pode ter afastado os campeões de 1994 e 2002. “Não vou generalizar, mas a grande maioria tem mágoa do Rei. Porque quando ele era comentarista da Band e, depois, da Globo, fez críticas em alguns momentos. Já faz um bom tempo que os jogadores brasileiros não aceitam críticas. Ficam magoados, sentidos. E, obviamente, escolhem como o pior comentarista aquele que não passa pano e nem paparica — e não sou só eu que faço esse papel, e muito bem, por sinal. Não aceitaram críticas do Rei do futebol. Sem dúvida, chamaram Pelé de ultrapassado ou disseram que não entendia nada de futebol.”, avaliou o ex-jogador em sua coluna no UOL.

Casagrande ainda recordou uma crítica feita por Romário ao Rei Pelé. “O Romário, por exemplo, falou que o Pelé calado era um poeta. Ele falou primeiro para o Pelé e depois para mim, coincidentemente dois comentaristas que foram críticos a ele em algum momento.”, lembrou o jornalista que também já foi alvo de críticas do Baixinho.

O ex-jogador destacou que em 1994 muitos criticavam o estilo truculento do Brasil e que Pelé foi um dos comentaristas que criticaram a Seleção naquela edição, postura que voltou a se repetir em 2002 em algumas entrevistas concedidas pelo Rei. Casagrande destacou que jogadores ficaram magoados com os comentários de Pelé e ainda recordou o momento em que Cafu não pega a taça das mãos do Rei.

“(…)na hora da entrega da taça, o capitão Cafu se recusou a pegá-la das mãos do Pelé e mostrou, batendo a mão na plataforma em que subiu para levantar a taça, onde ele queria que o Atleta do século deveria colocá-la. Perdeu uma oportunidade única de receber a taça diretamente das mãos do maior jogador da história e único tricampeão mundial. Cafu justificou que não conseguiu antecipar o voo e ir ao velório, mas só o fez depois de receber muitas críticas. Por que não falou antes? O tempo passou, mas a mágoa desses mimados, não.”, recordou.

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