O São Paulo entrou com recurso contra a liminar que alterou as regras da reunião que vai discutir o impeachment do presidente Julio Casares. A decisão judicial, concedida pela 3ª Vara Cível do Butantã, autorizou que o encontro desta sexta-feira aconteça de forma híbrida, com votos presenciais e online.

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Além de permitir a participação virtual, a liminar também reduziu o número de votos necessários para o afastamento do dirigente. Com 254 conselheiros aptos, o entendimento da juíza é que serão exigidos 171 votos favoráveis para a destituição, e não mais 191, como defendia o clube.
Horas após a decisão, o São Paulo tentou reverter o cenário com um pedido de reconsideração. Sem sucesso imediato, a diretoria optou por recorrer formalmente, buscando restabelecer o modelo presencial e o quórum mais elevado previsto inicialmente.
A reunião havia sido marcada pelo presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres, para ocorrer apenas no Morumbis. Nos bastidores, porém, conselheiros alegaram que a presença seria baixa por conta do período de férias, argumento que pesou na decisão judicial.
Liminar muda regra e esquenta bastidores
A ação que resultou na liminar foi movida por um grupo de conselheiros, que defendem maior participação no processo. Para a Justiça, não há conflito entre os artigos 58 e 112 do Estatuto do clube, já que um trata do quórum para abertura da reunião e o outro do número de votos necessários para o impeachment.

Casares teve contradições expostas por banco – Foto: Jorge Rodrigues/AGIF
Na interpretação da juíza, são necessários 75% dos conselheiros para validar a reunião, mas apenas dois terços dos votos favoráveis para afastar o presidente. Esse entendimento abriu caminho para a redução prática do número exigido para a destituição.
O São Paulo, por sua vez, entende que a mudança impacta diretamente o processo político do clube e pode alterar o equilíbrio da votação. Por isso, aposta no recurso como tentativa final de reverter a decisão antes da reunião marcada para sexta-feira, às 18h30.
Sexta-feira decisiva no Morumbis
Com o recurso em andamento, o cenário segue indefinido até os próximos dias. Caso a liminar seja mantida, a reunião acontecerá de forma híbrida, ampliando o alcance da votação e reduzindo a margem de segurança do atual presidente.

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Se houver reviravolta judicial, o São Paulo tenta garantir que a votação siga nos moldes presenciais e com quórum mais alto. Até lá, o clima político permanece tenso, com bastidores agitados e pressão crescente sobre os conselheiros.
Independentemente do desfecho jurídico, a sexta-feira promete ser um dos capítulos mais decisivos da recente história política do clube, com impacto direto na gestão e no futuro do Tricolor.








