Diretora se manifesta após denúncia
Horas depois da divulgação do suposto esquema ilegal envolvendo a venda de ingressos de camarote no Morumbis, o São Paulo viu sua crise ganhar novos capítulos. A diretora feminina, cultural e de eventos, Mara Casares, usou as redes sociais para se defender das acusações. Ela afirmou que os áudios vazados foram tirados de contexto e não refletem a realidade dos fatos. O caso causou forte repercussão interna e externa no clube.

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Em nota publicada no Instagram, Mara declarou que não houve qualquer tipo de benefício pessoal. Segundo ela, não existiu ganho financeiro próprio nem participação em esquema ilegal. A diretora reforçou estar com a consciência tranquila e disse que a narrativa divulgada distorce o conteúdo das conversas. A defesa pública ocorreu poucas horas após a publicação da reportagem.
Mara Casares também repudiou de forma veemente a existência de um esquema de venda clandestina de ingressos. Ela garantiu que tudo será esclarecido no momento oportuno, com provas. O episódio abalou os bastidores do clube e aumentou a pressão política sobre a atual gestão. O São Paulo enfrenta um dos momentos institucionais mais delicados dos últimos anos.
Investigação e afastamento voluntário
Diante da repercussão, Mara confirmou que pediu afastamento de suas funções para se dedicar integralmente à defesa. Segundo ela, a decisão busca não prejudicar a gestão do clube durante o processo de apuração interna. O São Paulo já abriu investigação para apurar os fatos envolvendo a diretora e Douglas Schwartzmann, diretor adjunto da base. Ambos estão oficialmente afastados.

Gestão Casares vive verdadeiro caos e fica ameaçada de ficar inviável – Foto: AGIF
A denúncia envolve a venda irregular de ingressos de um camarote utilizado durante shows no Morumbis. O espaço teria sido repassado a uma intermediária, que lucrou mais de R$ 130 mil com a comercialização dos bilhetes. As conversas vazadas indicam que a operação era considerada clandestina pelos próprios envolvidos. Os áudios foram divulgados inicialmente pelo ge.
As gravações também citam o nome do CEO do clube, Marcio Carlomagno, o que ampliou ainda mais a gravidade do caso. Conselheiros passaram a se mobilizar pedindo explicações e até o afastamento do presidente Julio Casares. O episódio criou um ambiente de instabilidade política dentro do São Paulo. O Conselho Deliberativo acompanha de perto os desdobramentos.
Crise política ganha força no São Paulo
Com a divulgação do caso, grupos de oposição intensificaram articulações nos bastidores. Há pedidos formais por apuração rigorosa e afastamentos cautelares para garantir independência na investigação. Internamente, a avaliação é de que o impacto institucional pode ser profundo. O clube tenta conter danos à imagem em meio à pressão da torcida.

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Enquanto Mara Casares se defende publicamente, Douglas Schwartzmann ainda não se pronunciou. O São Paulo promete transparência no processo e afirma que todas as medidas estatutárias serão respeitadas. O escândalo segue em apuração e pode gerar consequências administrativas e políticas relevantes. O desfecho ainda é incerto.








